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Secretaria de Saúde faz alerta contra surtos de caxumba

Após registrar 76 surtos em 2016, órgão recomenda que pessoas de todas as idades procurem postos para se imunizar

Pernambuco teve 76 surtos de caxumba em 2016, com 836 casos. Para reduzir a incidência do doença, que vem crescendo em todo o país, a Secretaria Estadual de Saúde fez ontem um alerta para a necessidade de se tomar a vacina. Desde setembro do ano passado, a pasta determinou que novos casos devem ser notificados obrigatoriamente. Agora, a meta é evitar que o cenário preocupante se repita em 2017. A secretaria orientou que os municípios comuniquem imediatamente casos suspeitos para que se façam as medidas de bloqueio de novos casos.

A imunização contra a caxumba é feita através da vacina tríplice viral, que fornece proteção também contra rubéola e sarampo. De acordo com o calendário de vacinação brasileiro, ela deve ser aplicada nas crianças aos 12 meses. Após essa dose, é feito reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Para as crianças acima de dois anos que não foram vacinadas aos 12 meses e adultos entre 20 e 29 anos não imunizados ou que não sabem se foram vacinados, a indicação é aplicar a tríplice viral em duas etapas, com intervalo de 30 dias entre elas. Já adultos dos 30 aos 49 anos não imunizados ou que não sabem se foram vacinados devem procurar os postos de saúde para se prevenir com uma dose.

A transmissão ocorre pelo contato com secreções respiratórias (saliva, espirro, tosse). O período de transmissão começa uma semana antes e vai até nove dias após o aparecimento da inflamação nas glândulas salivares. “Como a carga viral da doença é mais elevada nos dias que antecedem e logo após o início da enfermidade, recomenda-se o isolamento do doente com afastamento das atividades habituais por até cinco dias após o surgimento dos primeiros sintomas”, ressalta o diretor geral de Controle de Doenças e Agravos da SES, George Dimech.

Ele ressalta que antes da introdução da vacina, era comum a caxumba acometer as crianças, podendo até mesmo ser confundida com outras viroses. Hoje, como temos grande parte das crianças imunizadas, a doença passou a atingir mais os maiores de 13 anos e adultos. “Para que os surtos diminuam, é importante que essa parcela da população ainda não vacinada ou que não sabe se já se vacinou complete esse calendário.”

Perigo
A caxumba é uma doença viral aguda caracterizada por febre e aumento das glândulas salivares. Pode ser acompanhada por dor muscular, dor de cabeça, mal-estar, dor na mastigação e dificuldade de deglutição. Não há tratamento específico e indicam-se repouso e analgésicos. A principal complicação possível é a orquiepididimite (inflamação nos testículos) que acomete 20% a 30% dos homens infectados e pode gerar infertilidade.

A doença também pode evoluir para meningite, como ocorre em 10% dos casos. Outras complicações observadas são inflamações do pâncreas, ovário e glândula mamária. Se ocorrer no primeiro trimestre da gestação, a caxumba pode ocasionar aborto espontâneo, porém há evidências sobre malformações congênitas.

Fonte: Diário de Pernambuco

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