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Armando Monteiro fala que reação do governo é “débil” e que Paulo Câmara terceiriza culpa de ataque no Recife

O senador Armando Monteiro (PTB), em discurso no Senado, nesta quinta (22), criticou duramente a gestão da segurança pública no governo Paulo Câmara (PSB). Armando, ex-candidato a governador e provável nome da oposição ao governo, em 2018, disse que a reação do governo “tem sido débil” e fez menção direta ao ataque “cinematográfico” a uma empresa de segurança de valores no Recife, na madrugada desta terça (22). Disse que Paulo Câmara preferiu “terceirizar a culpa” para a empresa Brinks, alvo do ataque, e à Polícia Federal, responsável pela fiscalização de empresas do ramo.

Armando já começou o seu discurso de quase 15 minutos falando na “inquietante e preocupante quadro da segurança pública” de Pernambuco e negando uso político do episódio.

Logo após dizer que os números anularam os ganhos que foram obtidos “durante a época exitosa do Pacto Pela Vida”, ele foi direto: “A reação do governo estadual tem sido débil. As recentes trocas de comandos na secretaria de defesa social não têm dado resultados”. Em seguida, afirmou: “Sobre o episódio de ontem (o ataque da madrugada), o governador preferiu terceirizar a culpa, atribuindo a culpa à empresa e à fiscalização da Polícia Federal, inclusive apontando episódios similares em outros estados da federação”.

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Ele narrou a madrugada desta terça, quando “a população viveu momentos de pânico e terror, em uma ação considerada por muitos cinematográfica”. Ele descreveu então a intensa troca de tiros, com cerca de 30 homens que “aterrorizaram” recifenses, bloqueando vias, uma ponte e um viaduto nas proximidades da empresa, deixando um “cenário de destruição”. “Entre as munições, havia algumas com capacidade para derrubar aeronaves, o que fez a secretaria de defesa recuar e não usar helicóptero no momento do confronto”, descreveu.

Em seu discurso, Armando disse que o episódio “agrava as estatísticas da violência e aumento da criminalidade em Pernambuco” e citou estatísticas: só em janeiro, disse, foram 479 homicídios, 35% a mais do que no mesmo período de 2016. E falou ainda dos quase 200 assaltos a ônibus, quase o dobro da mesma época em 2016.

Fonte: JC Online

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