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Governador de Pernambuco acusa alguns representantes de associações de não seguirem hierarquia militar

Declaração de Paulo Câmara foi feita através do Facebook. Governo apresentou proposta de aumento para os militares na última semana

O governador Paulo Câmara usou sua página oficial do Facebook para comentar, na noite desta terça-feira (7), o polêmico debate que vem sendo travado entre o governo do Estado e as associações que representam os policiais e bombeiros militares de Pernambuco, que não concordam com a proposta de reajuste salarial apresentada na última semana. 

No texto, Paulo diz que "infelizmente, durante todo esse processo de negociação, representantes de algumas associações têm se recusado a seguir a hierarquia militar, rejeitando a representação do comando e, pela proximidade do período eleitoral e por alguns deles manterem vinculos partidários com a oposição, essa minoria tem tentado politizar um tema tão importante". E crava: "não vamos admitir isso".

Respeito à lei "deve ser mantido"

O governador afirma ainda que sabe que a maior parte dos policiais é comprometido com o trabalho, mas diz que o respeito à lei "deve ser mantido" e que a prioridade deve ser a segurança das pessoas.

Na publicação, Paulo Câmara menciona que quando assumiu o governo um soldado da PM ou dos Bombeiros recebia R$ 2.829 e que, com o reajuste proposto, passará a ganhar R$ 4.104 até dezembro de 2018. "Nos últimos dois anos, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar receberam um aumento médio de 20% em 2015 e 16", complementa.

MPPE pede a prisão de dirigentes

Na quarta-feira da semana passada (1º), conforme apurou o Blog de Jamildo, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ajuizou uma ação criminal contra três dirigentes de associações militares do Estado e um PM: Albérison Carlos da Silva, Nadelson Leite Costa, ambos da Associação de Cabos e Soldados (ACS); Vladimir Assis, da Associação dos Militares do Estado de Pernambuco (AME); e Glaustony Wanderley Galvão.

De acordo com o promotor Diego Pessoa Costa Reis, os militares - que estão realizado uma operação-padrão desde dezembro de 2016 - cometeram crimes os crimes de motim, conspiração, incitamento, reunião ilícita, publicação ou crítica indevida, calúnia e injúria, todos previstros nos artigos 149, 152, 155, 165, 166 e 214 do Código Penal Militar. O processo será julgado pelo juiz Luiz Cavalcanti Filho, da Vara da Justiça Militar.

O policial militar citado na ação não possui cargo de direção nas associações. O MPPE pede a punição de Glaustony Wanderley porque, através do Facebook, ele chamou o comando da PM de "bando de leprosos que se aproveitaria da tropa".

Fonte: JC Online

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