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Após depoimento de Marcelo Odebrecht, Planalto vê risco real a Temer se chapa não for dividida

Tudo ou nada Após o depoimento de Marcelo Odebrecht à Justiça Eleitoral, o Planalto passou a ver a separação da chapa Dilma-Temer — ou, ao menos, da responsabilidade sobre as contas — como única maneira para que o presidente se salve. A avaliação é a de que a fala, respaldada pela homologação da delação no Supremo, é suficiente para a cassação do mandato caso a corte decida pela unidade da chapa presidencial. Em caso de separação, a aposta é a de que o presidente ainda pode sobreviver.

Falou e disse O depoimento também deu peso maior à fala de Alexandrino Alencar, na próxima semana. Odebrecht confirmou que as negociações de doações à chapa para cooptar apoio à aliança foram encabeçadas pelo ex-subordinado no grupo.

Tal qual Ao negar o habeas corpus de José Dirceu na semana passada, o Supremo emitiu maus sinais a Eduardo Cunha. Edson Fachin não deu seguimento ao pedido do petista porque, depois dele, Dirceu acabou sendo condenado pela Justiça Federal.

Tempo ao tempo Se o pedido de Cunha só chegar ao STF após uma provável condenação no primeiro grau, a corte pode tomar decisão semelhante — caindo por terra a possibilidade de que o ex-deputado ganhe a liberdade.

O ano começou A PGR trabalha para apresentar a segunda Lista de Janot já na semana que vem. Avalia que o caminho mais simples para a abertura de inquéritos é o STF autorizar o procurador-geral a redistribui-los às instâncias judiciais competentes.

Segunda via Caso Fachin decida ele próprio quais casos vão para tribunais superiores ou para a primeira instância, além de alargar prazos, pode haver vazamentos e questionamentos, aposta um juiz envolvido na Lava Jato.

Inovação Aliados de Fernando Pimentel torceram o nariz para a decisão do STF de adiar o julgamento sobre a exigência de licença prévia para que governadores sejam processados no STJ, abrindo brecha para a formação de maioria na próxima sessão.

Mágica Para o líder de Pimentel, deputado Durval Ângelo (PT), a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, fez uma “alquimia regimental” ao adiar a sessão. O rival Gustavo Corrêa (DEM) aposta que o governador “estará afastado até o meio do ano”.

Dois em um A possibilidade de Romero Jucá assumir a liderança do governo no Senado fragiliza outro front do Planalto: as tão frequentes medidas provisórias de Temer. O governo precisa instalar todas as comissões pendentes já na próxima semana.

Camisa 10 A saída de Aloysio Nunes do posto desagradou parte da equipe do Planalto. Auxiliares de Temer lembram que o tucano não perdeu uma como líder no Senado. Em time que está ganhando não se mexe, desabafa um palaciano.

Herança Airton Sandoval deve a Orestes Quércia, morto em 2010, a vaga de suplente de Aloysio Nunes com a ida do tucano para o Itamaraty, o peemedebista assumirá sua cadeira no Senado.

Troca com troco Quando Quércia decidiu abrir mão da campanha para se tratar e declarou apoio a Aloysio, fechou acordo para que Sandoval, seu segundo suplente, fosse o vice do tucano.

Oferta alta À medida que avança a negociação do governo com os deputados para a reforma da Previdência, cresce o discurso na oposição de que a proposta veio com gordura para agradar o mercado e ser queimada depois.

Para investidor ver “Aí vão dizer que fizeram o possível”, cutuca Paulo Teixeira.

Fonte: Folha de São Paulo

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