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Protesto reúne poucas pessoas na Esplanada dos Ministérios

Grupos que foram pró-impeachment voltaram às ruas com pautas como o fim do foro privilegiado, contra a proposta de lista fechada nas eleições e a favor da ação da Polícia Federal

Grupos que organizaram protestos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff voltaram às ruas neste domingo (26/3). Em Brasília, os manifestantes começaram a se reunir por volta das 10h30, na Esplanada dos Ministérios. Segundo a Polícia Militar, 630 pessoas participavam da ação pela manhã. Ao 12h, o pequeno grupo começou a deixar o local. Em todo o país a participação do público foi abaixo do esperado, segundo estimativas de integrantes do Movimento Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre (MBL), que organizaram as manifestações. 

Com pauta mais difusa em comparação à última vez que o grupo saiu às ruas, os manifestantes declararam apoio à Lava-Jato e alegavam luta pelo fim do foro privilegiado e contra a lista fechada nas eleições, modelo em que o eleitor vota em uma lista de candidatos predefinida pelo partido.  Nas ruas, cartazes criticavam o ex-presidente do Senado Renan Calheiros e simulavam o enterro da "velha política".

As reivindicações também incluem críticas ao uso de recursos públicos em campanhas eleitorais, aumento do fundo partidário. Alguns grupos também apoiam a revogação do Estatuto do Desarmamento e a intervenção militar. 

TRÊS MIL PESSOAS EM BELO HORIZONTE 

Com faixas, cartazes, bandeiras do Brasil e um carro de som, manifestantes se reuniram, na manhã deste domingo, 26, na Praça da Liberdade, região centro-sul da capital mineira. Os principais temas do protesto, organizado pelos grupos Movimento Brasil Livre (MBL), Vem Pra Rua e Patriotas, foram a criação do voto em lista fechada, a manutenção do foro privilegiado e os aumentos do fundo partidário e de impostos. O presidente Michel Temer (PMDB) e o governador Fernando Pimentel (PT) também foram alvo de críticas. Os organizadores do ato falaram em 3 mil participantes. A Polícia Militar (PM) não divulgou o número de presentes.

Os grupos que protagonizaram as manifestações se dividiram em três pontos da Praça da Liberdade. Em frente à sede do governo, um trio elétrico foi posicionado. Dele, coordenadores do Vem Pra Rua conclamavam os manifestantes para o combate à corrupção e criticavam o governador Fernando Pimentel. "Queremos o fim da corrupção. Tudo o que está acontecendo de ruim no País tem na origem a corrupção. Não podemos tolerar mais isso", disse a médica Kátia Pegos, uma das coordenadoras do Vem Pra Rua.

Um jovem carregava um cartaz com os dizeres "Imposto é roubo" e "Não tem liberdade pela metade". O protesto era contra a possibilidade de o governo federal elevar impostos para cumprir a meta fiscal deste ano, como anunciou o ministro da Fazenda, Henrique Meireles. Um segundo carro de som circulou a Praça da Liberdade com uma faixa escrita: "Intervenção constitucional militar, já!". Integrantes do Patriotas aplaudiram a passagem do carro. As defesas à Operação Lava Jato e ao juiz Sérgio Moro também tiveram espaço nas manifestações. Alguns manifestantes tiraram fotos ao lado de uma imagem do juiz instalada na praça. 

Em dezembro do ano passado, atos realizados por esses mesmos grupos reuniram cerca de 8 mil pessoas na praça, segundo os organizadores à época.

LÍDERES FOCAM ELEIÇÕES

Os grupos que levaram milhões de pessoas às ruas nos atos pró-impeachment não promoveram renovação de suas lideranças e são os mesmos de dois anos atrás. Boa parte deles demonstra ter ambições políticas em 2018.

O principal exemplo é o do Movimento Brasil Livre (MBL). Com orientação liberal, o grupo elegeu um vereador em São Paulo no ano passado, Fernando Holiday (DEM), e espera eleger outro dirigente, Kim Kataguiri, deputado federal no próximo ano.

Na campanha pela Prefeitura da São Paulo, o MBL atuou como satélite de João Doria (PSDB) e hoje defende a candidatura do tucano à Presidência. Camisetas e outros materiais do grupo promovem o culto à personalidade.

O Vem Pra Rua, que em 2016 “emplacou” uma de suas líderes, Janaína Lima, do Partido Novo, na Câmara Municipal, em 2018 pode ter seu maior expoente, Rogério Chequer, na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. Questionado sobre essa hipótese, ele desconversa. “Isso não passa pela minha cabeça agora.”

Líder do NasRuas, Carla Zambelli segue na mesma linha. “Não pretendo me candidatar, mas é cedo para descartar totalmente.”

A reportagem não conseguiu contato com lideranças do MBL. 

Fonte: Diário de Pernambuco

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