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Temer desiste da aprovação de projeto mais brando da terceirização

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, Temer deverá sancionar, com alguns vetos, o projeto de terceirização aprovado pela Câmara

O presidente Michel Temer deverá desistir da aprovação de um segundo projeto, mais brando, para regulamentar a terceirização no Brasil. De acordo com o site do jornal Folha de S. Paulo, Temer foi convencido a sancionar, com vetos parciais, o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 22 de março, que libera a terceirização em todas as atividades das empresas. O projeto havia sido criticado pela oposição e por centrais sindicais por ser "bastante duro".

Ainda segundo a reportagem, a ideia inicial do Governo era mesclar as propostas aprovadas pelas duas casas legislativas, substituindo os trechos que fossem considerados mais duros do texto da Câmara pelos trechos mais brandos da proposta do Senado. O presidente teria mudado de ideia no final de semana, após a insatisfação apresentada por deputados da base governista. Para eles, a estratégia poderia representar uma forma de "desprestígio" da Câmara em relação ao Senado.

O presidente também tem recebido pressão do setor empresarial sobre a proposta da terceirização. Em um jantar realizado em São Paulo, Temer ouviu empresários defenderem a sanção do projeto aprovado pela Câmara dos Deputados.

Trechos mais brandos devem ser adicionados no relatório da reforma trabalhista

A proposta agora é de que os pontos mais relevantes ao projeto de terceirização que estava em tramitação no Senado sejam colocados no relatório da reforma trabalhista, que está sendo realizado pelo deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). Auxiliares de Temer afirmam que a inclusão poderá ajudar numa tramitação mais rápida da reforma trabalhista pelo Congresso brasileiro, tratada como prioridade de momento do governo.

A inclusão desses trechos mais brandos com relação à terceirização está sendo negociada entre Marinho e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDC-CE). Os dois devem realizar uma reunião nesta terça-feira (28) para conversar e discutir sobre o tema.

Fonte: JC Online

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