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Greve é a maior da história, dizem sindicalistas

Organizadores também rebatem afirmação do ministro da Justiça, Osmar Serraglio, que afirmou que a greve era um fracasso

Na avaliação das lideranças das principais centrais sindicais, a greve geral convocada para esta sexta-feira (28) é a maior da história do Brasil.

O deputado Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, afirma que 40 milhões de pessoas não foram ao trabalho. Vagner Freitas, da CUT, não fez uma estimativa, mas disse que o número de categorias que aderiram e de manifestações mostram que essa é "a maior greve geral da classe trabalhadora".

Ricardo Patah, presidente da UGT, faz avaliação semelhante. Para o líder da central, que representa os comerciários, o grande número de lojas fechadas nesta sexta e o clima de feriado indicam que o movimento foi o maior já registrado.

"Quem não fez greve, apoiou a greve. Eu faço greve há um tempão. Quando a população não quer greve, não tem greve. Mas em todas as manifestações que fizemos hoje fomos apoiados, fomos aplaudidos no metrô. Ninguém foi hostil a nós, como às vezes o sindicalista ouve, de gente falando 'vai trabalhar, vagabundo'. Isso não aconteceu", disse Freitas, da CUT.

"Alguns dizem que paralisou porque houve piquete. Eu particularmente não vi piquete em lugar nenhum. As pessoas paralisaram porque estão descontentes", afirmou Paulinho da Força. Rebatendo a avaliação feita pelo ministro da Justiça, Osmar Serraglio, que afirmou que a greve era um fracasso, o sindicalista disse que o ministro deveria "ser mais correto com ele mesmo" e que esse tipo de argumento era usado pela ditadura.

Para o presidente da Força, a greve de hoje aumenta a pressão para que o governo negocie com as centrais a reforma da Previdência e a trabalhista. Em relação às mudanças na CLT, ele espera "corrigir" no Senado o projeto aprovado nesta quarta na Câmara. "O Senado é mais civilizado. A Câmara tinha uma espécie de vontade de vingança", disse.

As principais críticas dos sindicalistas à reforma trabalhista são o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, a regulamentação do trabalho intermitente e a possibilidade de negociação direta entre trabalhador e empresa, fora do acordo coletivo da categoria. "Não é gostoso fazermos paradas como essa, que podem prejudicar a sociedade, mas é fundamental, porque o governo está destruindo o direito dos trabalhadores", disse Patah, da UGT.

As centrais devem se reunir durante os próximos dias para avaliar o movimento e decidir os próximos passos. O plano é ir a Brasília na próxima semana para acompanhar a tramitação da reforma trabalhista no Senado. Caso o governo e o Congresso não negociem, as organizações prometem fazer novas paralisações.

Fonte: Folha PE

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