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Sob gestão do governo, Arena de Pernambuco dá prejuízo de R$ 7 milhões

O balanço de um ano de gestão da Arena de Pernambuco pelo governo Paulo Câmara (PSB), através da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer, não é positivo financeiramente. Desde 10 de junho do ano passado, houve um prejuízo de cerca de R$ 7 milhões. Apesar de a redução de custos ser exaltada pelos socialistas por ter chegado a 58% em comparação com os valores informados pela Odebrecht, passando de aproximadamente R$ 2 milhões mensais para R$ 840 mil por mês, as receitas não acompanham esses valores e têm uma média de R$ 200 mil.

Diante do prejuízo, o secretário de Turismo, Felipe Carreras, afirmou: “Nós temos um papel social, não somos para dar lucro. Nós somos para funcionar bem e com produto de qualidade”, defendeu.

Ele culpou a crise econômica pelo resultado, alegando que, no momento de dificuldades econômicas, há um recuo da iniciativa privada para apoiar os eventos. “É um momento difícil, é sensível, o investidor privado está retraído com tudo que está acontecido. Então, o momento é o pior para um ambiente de negócios no Brasil”, disse. Carreras não prevê se a Arena chegará a ter equilíbrio financeiro e deixará de gerar custos aos cofres públicos.

Licitação em um ano

O governo ainda deverá administrar a Arena de Pernambuco por mais um ano. Hoje, três empresas estão elaborando um estudo de viabilidade para definir qual seria a forma de contrato com a iniciativa privada menos onerosa aos cofres públicos. Essa análise deverá ser entregue até o fim de outubro e a previsão da secretaria é de iniciar a licitação no fim do ano, repassando a gestão à nova empresa no fim do primeiro semestre de 2018. Os estudos vão custar R$ 2,2 milhões e deverão ser pagos pela nova concessionária.

A Arena foi inaugurada em 2013, antes da Copa das Confederações, e foi administrada pela Odebrecht até o ano passado, mas a previsão inicial do contrato era de que a concessão fosse de 30 anos. O acordo foi rompido unilateralmente pelo governo, após recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O custo, segundo a gestão estadual, foi de R$ 479 milhões.

A rescisão contratual entre o governo com a Odebrecht foi feita de maneira consensual e irá custar R$ 246,8 milhões aos cofres do Estado. O valor será pago em um prazo de 15 anos.

A Operação Fair Play investiga se houve superfaturamento de R$ 48,7 milhões no empreendimento. Em delação premiada no âmbito da Lava Jato, o ex-diretor da empreiteira no Nordeste João Pacífico afirmou que houve formação de cartel na licitação, o que já era investigado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) desde o acordo de leniência fechado com a Andrade Gutierrez.

Apesar das investigações, Carreras diz que não haverá dificuldades para conseguir um novo parceiro para a administração da Arena. O secretário afirma que o governo foi procurado por empresas internacionais interessadas em assumir a gestão.

Fonte: Blog do Jamildo

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