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Você encararia novas alternativas de fazer sexo?

Com a aproximação do Dia dos Namorados, o portal Folha PE levanta a discussão sobre rearranjos conjugais e erotismo

Texto cedido pelo site Pau pra Qualquer obra.

As relações afetivo-sexuais estão mudando significativamente em épocas contemporâneas. Novas maneiras de encarar o sexo e o próprio prazer são praticadas sem a crueldade da culpa. Os rearranjos conjugais, crise na família e do casamento, possibilitam formas inovadoras de as pessoas sentirem-se bem e cultivarem um erotismo que lhes permitam ter sensações e experiências que as relações convencionais não contemplavam.

Agregue a isso a questão da monogamia, que não é uma notoriedade nas relações amorosas, embora este modelo hegemônico ainda persista entre as pessoas e os vínculos afetivos e sexuais se estabeleçam cultivando o tradicionalismo e o conservadorismo social.

A quebra de paradigmas acontece quando, mesmo diante do tradicionalismo, os casais monogâmicos precisam de artifícios e instrumentos que apimentem a relação. Isso porque compreendem que o prazer não deve ser limitado e revela a necessidade de transgredir certos moralismos que de nada ajudam. Os sex shops tornaram-se uma opção tentadora para estes casais que se permitem atingir um nível maior na relação.

Diante deste panorama, o swing pede licença para apresentar-se como uma escolha de muitas pessoas para se relacionarem, seja na troca de parceiros entre dois ou mais casais. É o fim da monotonia do casamento, é a possibilidade da variedade sexual.

Tendência
Você pode questionar à vontade esta prática, inclinado em suas convicções, mas não podemos negar que isso não é uma tendência, mas uma alternativa que muitos casais encontraram de fortalecer suas relações, dar vazão ao despudor, assumindo sua liberdade sexual. E assim deve ser compreendida. Inclusive, o número de adeptos só vem crescendo no mundo todo. É a quebra de tabus sexuais.

E se você não concorda com os “swingers”, há de concordar que o sexo é importante numa relação amorosa e é necessário incrementar, algumas vezes inventar e, assim, manter a labareda do sexo sempre acesa. Algumas pessoas enxergam e escolhem caminhos não muito comuns socialmente. Outra prática não muito conhecida é o poliamor, em que o propósito é vivenciar o sexo e o amor multiplicados.

O poliamor, assim como o swing, é compreendido por seus adeptos quase como um estilo de vida. Consiste em negar a monogamia e adotar um envolvimento responsável e íntimo com várias pessoas, simultaneamente. Relação que pode ser duradoura ou não. A liberdade e a autonomia são sustentações para este estilo de vida, que pressupõe sinceridade e honestidade na relação.

A infidelidade sofre também uma transformação, pois é percebida como algo irreal e irracional, uma vez que, os poliamoristas não se sentem ameaçados pelo ciúme e não partilham de sentimentos de posse ou exclusividade. O principal argumento é que existe vínculo afetivo, em que o amor é dividido por todos que participam da relação. Aceito e assumido, a intenção não é enganar ou trair o outro. Todos devem saber a presença de outros nesta relação. O consentimento é natural.

Amor livre
Roberto Freire, psicoterapeuta e escritor, era um adepto do amor libertário. Um defensor convicto da liberdade nas relações amorosas e práticas sexuais. “No amor, jamais nos deixamos completar. Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários”. Frase que ilustra bem o pensamento do escritor, revelando uma filosofia poliamorista.

Cada relação estabelecida seria compensada por outra, ou seja, uma relação amorosa é estabelecida de acordo com as necessidades do momento. Se você quiser ir ao cinema assistir determinado filme e seu parceiro não quiser, vá com outra pessoa e aproveite o momento como um casal. Um argumento dos poliamoristas é que o ser humano é mais fiel a seus desejos e vontades do que a uma pessoa, portanto, o modelo monogâmico não funcionaria.

A compreensão é o oposto do ciúme, ou seja, ver o parceiro se relacionando com outras pessoas lhe causa prazer e satisfação. Raul Seixas já dizia: “o ciúme é só vaidade”. A frase mencionada compõe a letra da música "A Maçã", que enaltece a autonomia no amor. A propósito, os poliamoristas dão ênfase mais ao amor do que ao sexo.

Fato é que os poliamoristas não querem convencer ninguém a esta prática. Reconheço que é outra maneira de se relacionar com as pessoas e com o mundo. Para tanto é necessário rever conceitos e posicionamentos diante das relações amorosas e de si. Em suma, as pessoas devem escolher a melhor maneira de se relacionar e que seja satisfatório para si. Cada um deve desbravar seus desejos e dar vazão as vontades aprisionadas. Ser feliz não segue regras e não possui padrões.

Amar é preciso, viver não é preciso.

* Breno Rosostolato é psicólogo, formado pela Universidade São Judas Tadeu desde 2004, psicoterapeuta clínico especialista em sexualidade humana, pós-graduado em Arteterapia pela Universidade São Judas Tadeu e Hipnose Clínica pela PUC-SP. Articulista sobre psicologia, sexualidade, comportamento e tendências dos sites Mix Brasil (portal UOL), Be Style (postal R7), portal Terra e IG e ainda nos sites Top Vitrine e Nosso Clubinho (conteúdo infantil). 

Fonte: Folha PE

2 comentários:

  1. Normal, cada um vive da forma que acha melhor, se realmente existe essa abertura em "ambos", nada mais normal que explorar....

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  2. Sou compulsoriamente obrigado a concordar com o acima citado. Quem disto cuida..Disto usa! Cada ser humano ou não tem sua própria forma de amar, de se relacionar, embora hajam certos parâmetros, no geral o que pode ser normal a uns.. Poderá com ctza não ser assim tão normal para outros! A natureza tb aplica essa regra!Pois no início da vida a maioria dos mamíferos quer sejam machos ou fêmeas se comportam como tais..E vice versa, pois assim aprendem as práticas de reprodução, de esganadura, de ataques, de defesas, enfim sem distinção de sexo, tamanho, cor, ou filiação, tanto é que a endogamia( reprodução entre os membros dá mesma família)apesar de sempre ser evitada, ainda em sua maioria é praticamente usada! Apenas os mamíferos superiores ,neles a raça humana está incluída, dispõem de leis escritas e divulgadas para que isso( a endogamia) não seja aceita(casos de incesto dentre outras), nem praticada por considerar em algumas culturas crime, já em outras , isso é amplamente .. Permitido! Vejam só como são as culturas neste planeta! Os hominio foram os únicos que prosperaram nesse aspecto, ....

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