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Onda vermelha invade o Recife contra as reformas trabalhista e previdenciária

Greve geral articulada pelas centrais sindicais teve manifestações ao longo desta sexta. Nesta tarde, movimentos sociais e entidades se reuniram para grande ato no centro da cidade

A greve geral deflagrada pelas centrais sindicais e frentes de luta para esta sexta-feira reuniu milhares de manifestantes no coração do Recife, nesta tarde. A onda vermelha entoou a bandeira contra as reformas previdenciária e trabalhista, mas conquistou menos adeptos do que na última mobilização, considerada a maior do país, no dia 28 de abril. A concentração teve início às 15h, na Praça do Derby. Às 17h, começou um grande arrasta-pé pelos direitos dos trabalhadores na Avenida Conde da Boa Vista, um dos principais corredores de tráfego da capital. Durante a passeata, uma das faixas foi liberada para a circulação de veículos, mas logo ficou intransitável. O público estimado foi de 30 mil pessoas, segundo a Central Única dos Trabalhadores. O número é inferior ao registrado na última paralisação, quando 200 mil pessoas foram às ruas.

Segundo os organizadores, o movimento não teve tanta força devido à ausência dos rodoviários e também por se tratar de período junino e de férias, quando muitas pessoas viajam. "As centrais sindicais avaliam como positiva a manifestação. A anterior foi a maior do Brasil. A diferença hoje foi que os rodoviários não participaram, mas eles começam a greve na segunda, então o movimento vai perdurar de hoje até segunda porque estaremos juntos. Tivemos 100 anos para preparar uma greve geral que aconteceu no dia 28 de abril, agora foram apenas 60 dias", esclareceu o presidente da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco, Carlos Veras.

"Nós cumprimos o nosso papel, demos um grande recado hoje (sexta) ao patronal, ao capital, ao governo ilegítimo do Temer, aos seus deputados e senadores. O povo vai continuar na rua, nós vamos fazer muita greve enquanto insistirem em tirar nossos direitos", adiantou o líder da central sindical.

A Força Sindical, que também está à frente do movimento em Pernambuco, incitou a participação popular para endossar a luta. "Mais uma vez o movimento sindical é protagonista das lutas em defesa do trabalhador para pedir o fora Temer e fora todos os corruptos do Congresso. Porém é a família brasileira que vai fazer desse movimento grande. A gente não pode cessar essa luta, temos que permanecer, mas fazemo um apelo para que a população abrace esse movimento. A luta é por todos nós", conclamou Rinaldo Júnior, que levou a filha "para dar o exemplo".

O ato articulado nacionalmente teve a adesão dos metroviários, dos bancários, dos portuários, dos servidores terceirizados do Instituto de Medicina Legal (IML), dos servidores públicos municipais e federais. O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Recife e Região Metropolitana foram notificados antes mesmo da assembleia sobre a adesão ao movimento ser realizada. Segundo a entidade, caso os ônibus parassem, eles teriam que pagar multa de R$ 100 mil.

"Estamos vivendo um Estado de exceção. Os rodoviários, antes mesmo de decretar a greve, já tinham multa de R$ 100 mil estipulada. O Supremo hoje permitiu que o Aécio voltasse a ser senador e a usufruir todas as prerrogativas do cargo. Ou seja, um traficante e assassino pode ser senador, mas a gente não pode fazer greve. Temos um Congresso cheio de corruptos e não vamos aceitar que tirem nossos direitos na cara dura. Estamos denunciando tudo e vamos dar a resposta nas próximas eleições, seja através das diretas já neste ano ou ano que vem", concluiu Carlos Veras.

TRÂNSITO
Devido ao ato, o trânsito na Avenida Agamenon Magalhães e na Avenida Conde da Boa Vista ficou congestionado em todos os sentidos. Agentes da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) acompanham o protesto.

Fonte: Diario de Pernambuco

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