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Bando de assaltantes a banco contava com PM e era comandado por presidiário, diz força-tarefa

Quadrilha agia no Sertão do Nordeste

A Força-Tarefa Bancos, realizada pelas polícias Civil, Militar e Federal em Pernambuco, desarticulou nessa quarta-feira (18) uma quadrilha suspeita de realizar assaltos a bancos e carros fortes no Sertão nordestino. Quatro suspeitos morreram em confrontos com a polícia na zona rural de Salgueiro, em Pernambuco, e dois foram presos - um deles, policial militar no Ceará. 

Foram presos Ernandes Matias Barros, de 28 anos, e José Tiago Rocha da Silva, cabo da PMCE de 31. A Força-Tarefa suspeita que esse último “dava suporte” ao bando, fornecendo armas e veículos para as ações. “Embora ele fosse da PM do Ceará, ele morava em Salgueiro”, contou o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito Kherle do Amaral. O “mentor intelectual”, no entanto, seria Francisco Brasilino Ferreira, de 42, que, mesmo estando preso no presídio de Salgueiro, dava orientações ao grupo.
A quadrilha, presente em quatro estados (Ceará, Maranhão, Paraíba e Pernambuco), agia em nove cidades, como Bodocó (PE), Verdejante (PE), São Luís (MA) e Mangabeira (CE).

Segundo o tenente-coronel Ely Jobson, do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI), houve dois confrontos entre polícia e suspeitos. O primeiro, em uma barricada montada pelo BEPI no Sítio Quixaba 1: “Os marginais fugiram e atiraram contra os policiais na fuga. A polícia revidou e dois morreram na hora”, explicou Ely. O resto do grupo fugiu - um deles, atingido, morreu na Caatinga. Um outro suspeito morreu nesta quinta (19): “Ele ainda estava na zona rural de Salgueiro”, afirmou.

A Força-Tarefa desconfia que o grupo estava prestes a realizar uma nova investida. “Desconfia-se (disso) pelos fuzis apreendidos, e por um carro forte estar programado para passar pela BR-232 no horário”, contou Ely.

Para o chefe de Comunicação da Polícia Federal, Giovanni Santoro, a Força-Tarefa é extremamente importante por ser a união entre as forças policiais. “As forças policiais brasileiras hoje não podem abrir mão dessa integração. Ela nos dá uma abrangência muito maior de atuação”. Giovanni ainda ressaltou o risco da operação: “Essa quadrilha era muito perigosa, não hesitava em atirar contra os policiais”.

Dentre o material apreendido, a polícia encontrou três fuzis - dois deles calibre 7,62 -, sete celulares, três coletes à prova de balas, dois carros, mais de 300 munições de diversos tipos de armas e uma quantia de R$ 1.100.

Fonte: Folha PE

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