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Detentos restauram brinquedos em parques do Recife

Parte de um programa de reinserção no mercado de trabalho, eles trabalham em diversos pontos da cidade

Parquinhos de praças do Recife estão, um a um, tendo seus brinquedos restaurados. Um grupo de seis detentos está trabalhando nessa renovação, por meio de um convênio da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), o Patronato Penitenciário e a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb). 

Eles cumprem penas em regime aberto ou liberdade condicional e, com este projeto estão tendo a chande de auxiliar profissionais no trabalho de solda, pintura e manutenção de balanços, escorregos, gangorras, labirintos, entre outros. Atualmente, no Parque Treze de Maio, no bairro da Boa Vista, área central da cidade, um tobogã de vários patamares e um foguetão estão sendo restaurados.

Esse é o 18º parque que passa pela manutenção. Já foram beneficiados locais como os parques da Jaqueira e do Caiara, as praças Robert Kennedy (Ipsep), Arnaldo Assunção (Engenho do Meio), Arraial Novo do Bom Jesus (que fica na Avenida do Forte), do Coque, de Brasília Teimosa, Madalena e do Fundão. 

Wellynton Silva, 37 anos, faz parte do grupo. Graças ao convênio, agora consegue trabalhar como serralheiro, soldador e serviços gerais. “Está sendo um serviço árduo, mas está sendo recompensado. Eu mesmo entrei sem saber de nada, agora faço muita coisa”, disse. “Quando eu for ao Parque da Jaqueira, vou trabalhar lá e meus filhos vão brincar nos brinquedos”, comentou. 

O grupo trabalha em dois turnos (manhã e tarde), com uma hora de almoço. Eles têm direito a um salário mínimo (R$ 937,00), vale transporte e alimentação, garantidos pela Lei de Execuções Penais. Eles não têm, porém, carteira assinada ou direito a INSS.

Segundo o superintendente do Patronato Penitenciário, Josafá Reis, esse convênio com a Prefeitura do Recife oferece uma inclusão produtiva e uma tarefa nobre ao recuperar brinquedos das praças. “Com a proximidade do Dia das Crianças, essa ação valoriza o trabalho, o homem e a família”, disse.

Para o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, a iniciativa é uma forma eficaz de oferecer uma alternativa de trabalho. “Dois terços dos reeducandos têm baixa escolaridade, e esse projeto faz com que seja garantido que reassumam um espaço no mercado de trabalho, reduzindo a reincidência criminal”.

Ainda de acordo com o secretário, quase 3000 pessoas nos regimes aberto e condicional estão trabalhando em diversas cidades de Pernambuco, em convênios com empresas e municípios ou iniciativa própria. 

Fonte: Folha PE

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