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Não basta escrever, tem que ser pró-ativo

Sonho para a maioria esmagadora do concorrentes do Enem, nota máxima é possível se observadas as 5 competências

Por seu caráter subjetivo, a prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) se tornou um dos maiores desafios para os concursandos. Em 2016, apenas 77 concorrentes obtiveram a nota 1.000 nessa avaliação. Ainda assim, professores e alunos defendem que, se observadas e trabalhadas as cinco competências que regem a disciplina - critérios de avaliação pelos corretores -, é possível atingir o conceito máximo.

Como competências, entende-se: domínio da escrita formal da língua portuguesa; compreensão do tema e utilização das várias áreas de conhecimento em seu desenvolvimento; saber selecionar, relacionar, organizar e interpretar o conteúdo defendido; estruturação lógica e formal; e proposta de intervenção para o problema abordado. Parece difícil, contudo, todos esses itens são trabalhados ao longo da vida escolar do aluno e ainda mais enfatizado no ensino médio.

“A cada ano, as notas caem, os alunos têm dificuldade de chegar a essa nota máxima. É porque o Enem está querendo do aluno um texto que tenha autoria e que consiga realmente dar conta dessas competências”, explica Sandra Lima, professora de produção textual do Colégio Marista São Luís. “O aluno tem que reconhecê-las e ter a capacidade de aplicá-las ao texto. Se não consegue, fragiliza sua nota. Cada competência vale 200 pontos. O estudante tem que fazer uso no texto uma a uma”, alerta.

Destaque na disciplina, Ariel Campos, 17 anos, aluna do 3º ano do ensino médio, diz que tem como cuidado principal atender às competências e se familiarizar com o estilo do Enem. “Escrever todo mundo sabe quando chega ao 3º ano. Mas também é preciso se saber mudar uma proposta, problematizar um tema e se posicionar diante da sociedade”, diz.

A prática, de acordo com Sandra, faz com que o estudante crie um condicionamento. “Chega um momento em que consegue identificar naturalmente cada competência”, atesta.

Assuntos
Outra angústia frequente para os concursandos é a expectativa sobre o tema. A princípio, parece até uma loteria. Entretanto, como em tudo no Enem, há critérios a serem seguidos. “Atentem para os assuntos atuais”, indica a docente. “Leiam sobre a questão política do País, as questões sociais, sobre os Ministérios que atuam nas áreas sociais. Isso vai ajudar na proposta. Uma coisa é você sugerir para o governo, de forma geral; outra coisa é sugerir aquela questão social para uma pasta ministerial desse governo. Você vai conseguir agregar valor a essa sugestão”, conta. “Sempre pensando nas outras áreas de conhecimento.”

Quanto ao desenvolvimento do tema, Ariel cita como o exemplo uma ideia sobre “o esporte como fator transformador da sociedade”. “É um tema que pode cair, por causa das Olimpíadas e porque está muito presente no nosso dia a dia”, fala. “Uma referência literária que pode alavancar, e muito, sua nota é “Harry Potter”, que você cresceu lendo e vendo filme. O que transformou Harry? Ele entrou no time de quadribol, que era o esporte da escola, e fez com que ele se destacasse, adquirisse amizades, fosse para a frente. Foi um transformador na vida dele. É um exemplo diferente, porque acho que poucas pessoas pensariam nisso, mas é a primeira coisa que vem quando penso em esporte”, finaliza.

Fonte: Folha PE

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