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Agentes de endemias de PE passam a usar aplicativo para monitorar focos do Aedes aegypti a partir de 2018

Novidade, anunciada nesta terça (28), faz parte do Plano de Enfrentamento das Arboviroses para 2018. Secretaria Estadual de Saúde também criou protocolo para intensificar investigações sobre óbitos suspeitos de arboviroses.

A partir de 2018, os agentes de endemias que visitam imóveis para identificar a possível existência de criadouros do mosquito Aedes aegypti vão contar com um aplicativo para compartilhar informações em tempo real com o município e com a Secretaria Estadual de Saúde (SES). A novidade, lançada pela pasta nesta terça-feira (28), faz parte do Plano de Enfrentamento das Arboviroses para 2018, que busca intensificar ações de controle da dengue, da zika e da chikungunya no estado e melhorar a assistência dada aos pacientes.
De acordo com a SES, o aplicativo tem o objetivo de descartar o uso do papel para armazenar dados sobre os imóveis visitados, como a existência de criadouros. Através de fotos, o programa também visa agilizar as providências das secretarias municipais de saúde para que os focos do Aedes aegypti sejam eliminados dos locais visitados. As informações armazenadas no sistema ficam disponíveis para o estado e para município que aderir ao sistema, instalado em parceria com a Secretaria de Saúde do Mato Grosso do Sul.

Dentro do Plano de Enfrentamento das Arboviroses, há, também, um Protocolo de Vigilância dos Óbitos Suspeitos por Arboviroses, que busca padronizar as informações a respeito de mortes suspeitas de dengue, zika e chikungunya. O objetivo do documento é padronizar a investigação dos óbitos e agilizar a conclusão dos casos. Segundo a SES, há planos para uma parceria com o Laboratório de Imunopatologia Jeizo Asami (Lika), da Universidade Federal de Pernambuco, para implantar o diagnóstico laboratorial post-morten (pós-morte) dos óbitos suspeitos.

De acordo com a gerência de controle das arboviroses da SES, o diagnóstico laboratorial positivo de um óbito para qualquer uma das arboviroses não significa, necessariamente, que a doença foi a causa principal do óbito do paciente. Devido a isso, o setor considera necessária a investigação domiciliar e hospitalar da morte, para que sejam compreendidos os aspectos clínicos e epidemiológicos do paciente.

Estatísticas

Até o dia 25 de novembro de 2017, a SES notificou 15.321 casos de dengue, sendo 4.658 confirmados. Houve, também notificação de 4.498 casos de chikungunya, sendo 1.013 confirmados, e 722 de zika. Quanto aos óbitos ligados às arboviroses, houve três confirmações, sendo duas para dengue, confirmadas em maio e em novembro, e uma para chikungunya, confirmada em novembro.

Fonte: G1 PE

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