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Há 128 um Golpe Militar derrubava a Monárquia e decretava uma República recheada de Golpes.


Infelizmente a História do Brasil tem uma tradição de rupturas Democráticas, e esse costume também foi herdado pelo regime Republicano, inclusive a República nasceu de um golpe contra a Monarquia. Por isso, é elementar uma análise histórica do período Republicano na História do Brasil, uma vez que o tema debatido tem raízes e ocorrências dentro da República.  


A República nasce de um golpe orquestrado pelo Marechal Deodoro com apoio da elite oligárquica, um Golpe Militar, com desfecho em Praça Pública, onde segundo Aristides Lobo “o povo assistiu a tudo bestializados”[1], quanto a esse episódio Emília Viotti também observa: “a República se faria como a Independência se fizera – sem a colaboração das massas”[2]. Porém a República que nascia não veio acompanhada da Democracia, uma vez que, com a tomada do poder pelos militares, os rumos do País ficaram a cargo dos Marechais.

Os primeiros anos da República foram marcados por insatisfação, revoltas, crises, autoritarismo, acontecimentos estes que fizeram desse período a primeira Ditadura do Brasil Republicano, uma vez que, tanto Deodoro quanto seu vice, Floriano Peixoto, governaram arbitrariamente, com maior parte do tempo com o Congresso fechado e sobre Estado de Sítio, como afirma Lilia Moritz “governou em estado de sítio, e ganhou alcunha de  Marechal de Ferro”[1]

Os mais interessados na consolidação do regime republicano eram as camadas populares que clamavam através das agitações sociais, greves e ocupações nas fábricas que o governo resolvesse o seus problemas. Clamava-se pela consolidação da democracia, voto secreto, execução dos direitos estabelecidos pela constituição formulada, liberdade sindical e o fim da dominação política das oligarquias cafeeiras. 
A República que nascera de um golpe tinha assistido apenas o primeiro golpe da história republicana dos muitos que estavam por vim, como afirma Lucília de Almeida:
Após a proclamação da república, o intervencionismo militar foi uma constante na história brasileira, sendo, inclusive, legitimada até pelo hábito. Recorria-se à intervenção militar, segundo a lógica da época, como forma de corrigir o que consideram como desvios do meio político e dos resultados eleitorais[1].
Só em 1894 que o Brasil elege de forma direta seu primeiro presidente civil, porém apenas uma pequena porcentagem da população estava apta a votar no momento da eleição de Prudente de Moraes, apenas ricos e letrados.
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Texto:Belo Jardim Histórico

 

[1]FERREIRA, Jorge,DELGADO,Neves,Lucilia de Almeida (org). O Brasil Republicano. Vol. 2. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.p.17.
 


[1]SCHWARCZ,Lilia Moritz. Brasil:Uma biografia.São Paulo: Companhia das Letras,2015.p.321.
 





[1] CARVALHO, José Murilo de. Os Bestializados O Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.p.

[2]COSTA, Emília Viottida.Da monarquia à república: Momentos decisivos. 6.ed.São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999.p.15.
 


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