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Precisa ficar pelado? 7 perguntas e respostas sobre terapia sexual

O sexo ainda hoje envolve uma série de tabus, inquietações e dúvidas. A terapia sexual, por exemplo, é algo cercado de mistério e preconceito para muita gente.

Afinal, que tipo de “tratamento” acontece ali dentro do consultório? O casal precisa fazer alguma coisa na frente do médico? Eles aprendem segredos e técnicas do Kama Sutra?

Como o tema rende muita especulação, perguntamos a profissionais como ela funciona na prática.

1 - Quais problemas a terapia sexual costuma tratar?
Os homens costumam procurar ajuda para quadros de disfunção erétil, ejaculação precoce e impotência sexual. Já as queixas femininas mais constantes são frigidez e dor na penetração.

Além dessas reclamações, as pessoas também recorrem à terapia em busca de auxílio para lidar com brigas frequentes, crises e divergências no relacionamento, como ciúme, infidelidade e falta de diálogo.

Outros problemas que costumam conduzir casais ao consultório são a diferença de necessidade de frequência de sexo e as preferências de um tidas como “diferentes” ou “estranhas” pelo outro.

2 - O que é mais comum: problemas no relacionamento detonarem o sexo ou dificuldades sexuais prejudicarem a relação?
Em geral, a não ser que a pessoa tenha algum tipo de doença que afete a libido ou o desempenho, as disfunções sexuais são provocadas por problemas no relacionamento. E as dificuldades na relação, por sua vez, têm a ver com causas psicológicas –baixa autoestima, insegurança, traumas de infância, medos e tabus por conta de uma educação repressora–, que também são abordadas e tratadas na terapia.

3 - O que acontece mais: o casal se acerta ou se separa?
Depende. O objetivo da terapia é ajudar o casal a ter uma relação afetiva e sexual mais satisfatória para os dois. Às vezes, o casal chega à conclusão de que o relacionamento não tem salvação e decide se separar, o que é tido como algo negativo. Porém, cada um, individualmente, aprendeu a lidar melhor com seus afetos e sua sexualidade.

4 - A terapia sexual precisa ser feita a dois ou as sessões podem ocorrer individualmente?
Varia conforme cada caso e a queixa apresentada. Muitas vezes, o problema sexual é mais vinculado ao homem, como a ejaculação precoce. Em outras, à mulher, caso da anorgasmia (dificuldade de ter orgasmo).

Ao conversar com o paciente, porém, o terapeuta pode chegar à conclusão de que a dificuldade é sintoma de algo do relacionamento do casal.

É o profissional que, a partir do diagnóstico, decide se as sessões serão individuais, a dois ou haverá uma alternância entre as duas.

Importante: quem não tem um relacionamento fixo também pode recorrer à terapia sexual.

5 - É verdade que a terapia sexual ensina a transar direito?
Uma psicoterapia não visa ensinar nada para ninguém. Não há uma receita de bolo, ou melhor, de transa, que sirva para todo mundo. É um processo de descoberta individual e/ou a dois.

Porém, a terapia sexual auxilia, sim, a pessoa a conhecer melhor seu corpo e seus desejos e a explorar de maneira mais satisfatória o próprio prazer.

6 - As pessoas precisam ficar peladas para algum tipo de exame ou fazer algo na frente do médico?
Claro que não! Se o paciente tiver algum tipo de problema físico, será encaminhado a um especialista, como um urologista ou um ginecologista.

A terapia sexual é como a convencional: à base de conversas. A peça-chave é o autoconhecimento.

O terapeuta não toca os pacientes fisicamente nem pede que tirem a roupa ou se relacionem para uma “avaliação”. Não há razão técnica, prática ou teórica para essa conduta, que, além de tudo, é ilegal.

7 - Quanto tempo dura o tratamento?
Cada sessão leva entre 50 minutos e uma hora. Quanto ao tratamento em si, depende de cada caso.

Se um paciente for diagnosticado com depressão, por exemplo, a doença deve ser tratada antes de iniciar a fase dirigida ao sexo. Um dos motivos é que os medicamentos prescritos podem afetar o desempenho e a libido de forma negativa.

Segundo dados do InPaSex (Instituto Paulista de Sexualidade Humana), problemas mais simples, que não envolvam questões de desejo sexual, podem ser superados em 75% dos casos em prazos de seis a oito meses.

Fontes: Breno Rosostolato, psicólogo, educador sexual e cofundador do projeto de imersão para casais Love Plan; Luzia Winandy, psicóloga e presidente da APP (Associação de Psicoterapia Psicanalítica), e Oswaldo Martins Rodrigues Jr., psicólogo, terapeuta sexual e diretor do InPaSex (Instituto Paulista de Sexualidade Humana).
Postado na UOL

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