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Temer anuncia investimento de R$ 642,6 mi para retomada das obras da fábrica da Hemobrás

O recurso vem de parceria para internalizar a tecnologia de fracionamento de plasma, para que o país não dependa mais do mercado externo

O presidente Michel Temer (MDB) anunciou, nesta sexta-feira (23), em visita a Goiana, na Mata Norte, a liberação de R$ 642,9 milhões em investimentos para a retomada das obras da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), fabricante de hemoderivados e biofármacos; agora, com expectativa de conclusão em dois anos, em 2020.

O recurso vem de parceria para internalizar a tecnologia de fracionamento de plasma. O Instituto de Tecnologia do Paraná será responsável por gerir o plasma colhido nas regiões Centro-Sul e Sudeste, além do processamento inicial, da logística e do controle de qualidade. A Hemobrás fica responsável por gerir o plasma recolhido nos demais estados do País. À Octapharma, empresa suíça sediada no Rio de Janeiro, caberá transferir a tecnologia às empresas púlicas do País e garantir o investimento para a produção, segundo divulgou a assessoria do Palácio do Planalto.

Embora estivesse na agenda de Temer em Pernambuco, os jornalistas não puderam acompanhar a vista à Hemobrás, por isso algumas questões a respeito da Hemobrás ficaram sem resposta, a exemplo do andamento da obra da estação de energia elétrica e do bloco de triagem e armazenamento do plasma, cujos recursos de R$ 200 milhões foram anunciados pelo Governo Federal ainda em dezembro de 2017.

A Hemobrás começou a ser construída em 2010, com conclusão prevista para 2014, e se tornou um problema. O objetivo de redução de custos com medicamento para o País ainda não foi alcançada, inclusive de remédios que continuam precisando ser importados, e toda a estrutura já inaugurada - a câmara fria a -35°C - continua servindo apenas para armazenamento do plasma coletado nos hemocentros brasileiros para ser enviados à França.

O projeto inicial prevê 17 blocos construídos em 48 mil metros quadrados do terreno de 25 hectares localizado no Polo Farmacoquímico de Goiana, onde a Hemobrás já deveria ser a empresa âncora. Vale ressaltar que o ainda ministro da Saúde, Ricardo Barros, tentou levar a produção de hemoderivados para o Paraná, seu estado natal, mesmo com todo investimento já aplicado pelo Governo Federal na planta pernambucana.

Fonte: Folha PE

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