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Com prazo apertado, PT e PSB tentam fechar alianças

Legendas buscam fechar acordos regionais para viabilizar aliança nacional antes das reuniões do diretório do PSB, no dia 30, e nas convenções

Com o prazo das convenções batendo à porta, as cúpulas de PSB e PT se reuniram, nesta terça-feira (24), em Brasília, para ajustar os pontos. O núcleo duro socialista se encontrou, na sede do partido, para debater as estratégias nacionais e regionais, e, quase em simultâneo, representantes dos dois partidos davam sequência às costuras em prol da aliança. A menos de uma semana da reunião do Diretório Nacional do PSB, que ocorre dia 30 de julho, a ideia é que as questões estaduais devem ser antecipadas para viabilizar a questão nacional numa tentativa de evitar levar a decisão para o voto. Uma nova reunião deve ocorrer no próximo domingo. 

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, o governador Paulo Câmara, vice-presidente nacional do PSB, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), o secretário-geral do PSB, Renato Casagrande, entre outros socialistas, participaram da reunião da cúpula do partido. Câmara, todavia, deixou a sede do partido mais cedo e seguiu para uma reunião com a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, que, assim que desembarcou em Brasília, encontrou-se com o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB). Os três, inclusive, possuem interesse nessa aliança.

Nas conversas, os partidos combinaram que, na tentativa de viabilizar a aliança entre PT e PSB, precisam de mais alguns dias para resolver as pendências regionais - como em Minas Gerais, em Pernambuco e na Paraíba. No Espirito Santo e em São Paulo, por exemplo, as situações são mais difíceis, visto a resistência de Casagrande e França, respectivamente, em se aliarem com os petistas, por questões conjunturais dos estados.

Representantes das duas legendas devem se encontrar até o final de semana para fazerem um balanço da situação. O PSB realiza, na próxima segunda-feira, a reunião do Diretório e no dia 5 de agosto, a convenção nacional. Já o PT realiza a convenção nacional no dia 4 de agosto. 

Apesar de a maioria dos diretórios socialistas estarem inclinados a uma aliança com o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), o pedetista perdeu força após o centrão - formado por DEM, PP, PR, SD e PRB - optar pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). A ala pernambucana, contudo, segue tentando reunir aliados no seu pleito de aliança com o PT, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou de liberar os diretórios estaduais. Os petistas, todavia, vêm contabilizando o esforço de Paulo Câmara em prol da aliança e da resistência de algumas regiões. Diante das dificuldades, a neutralidade - outrora rechaçada por petistas - já é vista com algo positivo.

   PROS
Dando sequência nas costuras nacionais, Gleisi Hoffmann se reúne, nesta quarta-feira (25), com o presidente nacional do PROS, Eurípedes Junior, e com o presidente estadual, deputado federal João Fernando Coutinho. O parlamentar pernambucano, que sinalizou aliança com a vereadora Marília Arraes, tenta articular uma aliança nacional entre os partidos, o que fortaleceria, em tese, a postulação da petista em Pernambuco.

Fonte: Folha PE

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