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Bolsonaro é submetido a cirurgia de emergência

A cirurgia, que começou por volta das 22h45, durou pouco mais de uma hora.

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foi submetido a uma cirurgia de emergência na noite desta quarta-feira (12) no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele passa bem.

Foram retiradas aderências que obstruíram o intestino delgado, e corrigida uma fístula surgida em uma das suturas feitas na operação inicial após o atentado em Juiz de Fora, na última quinta (6). A cirurgia, que começou por volta das 22h45, durou pouco mais de uma hora.  

O Hospital Albert Einstein informou que não vai se manifestar até o próximo boletim médico, que deve ser divulgado às 10h desta quinta-feira (13). A expectativa é de que a recuperação dessa etapa se dê em dois dias.

"Tecnicamente não sei o porquê, mas ele teve de ser submetido a uma cirurgia porque não passou bem ontem [terça-feira, 11] e nem hoje [quarta]", disse o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Nabhan Garcia, que é amigo e apoiador de Bolsonaro e está no hospital com o deputado. 

O quadro clínico do capitão reformado piorou na manhã desta quarta, quando foi reintroduzida a alimentação venosa após ele ter reagido mal à tentativa de reiniciar o trânsito intestinal com o consumo de sólidos.

O hospital informou que o candidato teve náuseas e foi submetido a uma tomografia. O resultado levou a equipe médica a submetê-lo à nova cirurgia, conduzida pelo médico Antônio Macedo.

 Os médicos decidiram pela operação quando ficou claro que o quadro evoluiu para ou uma obstrução completa do intestino delgado ou para o risco de necrose de partes do órgão. São decorrências comuns em casos assim e consideradas graves.

"O capitão não passou bem à noite, teve muitas náuseas, chegou a vomitar, teve muita distensão abdominal. Passou 24 horas agonizando. Pelo que entendi, duas alças do intestino colaram e obstruíram a região", disse Gustavo Bebianno, presidente do PSL e advogado de Bolsonaro, enquanto o capitão reformado era submetido à cirurgia.
"A mulher dele, Michelle, já tinha ido embora e voltou às pressas", completou Bebianno.

O deputado estadual Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidenciável, usou as redes sociais para se pronunciar sobre o estado de saúde do pai e pediu orações. "Meu pai está fazendo uma nova cirurgia agora, peço que continuem as orações, o estado dele ainda é grave.", escreveu nas redes sociais.

Mensagens de pedido de apoio foram publicadas por outros dois filhos do capitão reformado: Renan Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Entenda a cirurgia
A aderência ocorre quando dois tecidos do corpo grudam, formando uma espécie de cicatriz. Acontece como resposta do organismo a fatores como cirurgia ou processo inflamatório. Segundo médicos ouvidos pela reportagem, a cirurgia (laparotomia) a que Bolsonaro foi submetido tem a finalidade de desgrudar esses tecidos para restabelecer o trânsito intestinal.

Após soltar as alças intestinais, os cirurgiões devem fazer uma lavagem de toda a cavidade abdominal e observar se o intestino volta a funcionar. Às vezes, a movimentação intestinal já começa a acontecer ainda durante a cirurgia.

De acordo com especialistas, aderências e abcessos podem acontecer em casos como o de Bolsonaro por causa do alto risco de infecções provocado pelas fezes que caíram na cavidade abdominal após a perfuração do intestino.

Fonte: Folha PE

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