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Bolsonaro chama Nordeste de ‘Paraíba’ e critica governador do Maranhão

O presidente Jair Bolsonaro referiu-se, nesta 6ª feira (19.jul.2019), ao Nordeste como “Paraíba” –forma pejorativa pela qual a região é chamada– e criticou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B).

“Daqueles governadores de Paraíba, o pior é o do Maranhão. Tem que ter nada com esse cara”, disse ao ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil). A conversa entre os dois foi pouco antes do início do café da manhã do presidente com jornalistas, nesta 6ª.

A declaração de Bolsonaro foi registrada pela TV Brasil, que cobria o evento. Como de costume, os jornalistas convidados não podiam gravar o café da manhã.

Citado na conversa, o governador do Maranhão, Flávio Dino, disse em sua conta no Twitter que “independentemente de suas opiniões pessoais, o presidente da República não pode determinar perseguição contra 1 ente da Federação”.

“Seja o Maranhão ou a Paraíba ou qualquer outro Estado. ‘Não tem que ter nada para esse cara’ é uma orientação administrativa gravemente ilegal”, afirmou.

Dino ainda disse que continuará “a dialogar respeitosamente com as autoridades do Governo Federal” e afirmou esperar explicações do presidente.

Outro a se manifestar foi o governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB). Também em sua conta no Twitter, disse condenar “toda e qualquer postura que venha ferir os princípios básicos da unidade federativa e as relações institucionais deles decorrentes”.

Procurado, o Palácio do Planalto disse que não comentará o assunto.

‘Fome no Brasil é uma grande mentira’, disse Bolsonaro

Também no café da manhã desta 6ª, cujos convidados foram os correspondentes de veículos estrangeiros no Brasil, o presidente disse que “falar que se passa fome no Brasil é 1 discurso populista, tentando ganhar a simpatia popular, nada mais além disso”.

No relatório Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2019 (eis a íntegra, em espanhol), a ONU (Organização das Nações Unidas) indica que 5,2 milhões de brasileiros passaram 1 dia ou mais sem consumir alimentos ao longo de 2017, o que corresponde a 2,5% da população do país.

Horas mais tarde, em evento que comemorou o dia nacional do futebol, no Ministério da Cidadania, Bolsonaro voltou atrás e disse que, de fato, algumas pessoas passam, sim, fome no país.

“O brasileiro come mal. Alguns passam fome. Agora, é inaceitável em 1 país tão rico como o nosso, com terras agricultáveis, água em abundância, até o semiárido nordestino tem uma precipitação pluviométrica maior que Israel”, disse.

Fonte: Msn.com

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