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Novo decreto permite que cerveja ganhe ingredientes como leite e mel

Um decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira estabeleceu novas regras para a fabricação das cervejas. A principal mudança é a permissão da adição de ingredientes “de origem animal, de coadjuvante de tecnologia e de aditivo” na bebida alcoólica. Para isso, os fabricantes terão apenas que especificar os ingredientes no rótulo do produto. Anteriormente, a regulamentação não previa o uso de matérias-primas de origem animal, como mel ou leite. Rótulos que traziam estes itens eram chamados de “bebida alcoólica mista”.

O documento também flexibilizou a utilização dos “adjuntos cervejeiros” na fabricação da bebida, como o milho e o arroz, usados como substitutos da cevada por serem mais baratos. Na regulamentação de 2009, foi estabelecido o limite de 45% para os cereais adjuntos da cevada. No entanto, o Ministério da Agricultura publicou, em nota, que o limite continua sendo 45%, já que a Instrução Normativa n°54/2001, norma que também define o padrão da bebida no Brasil, continua em vigor.

“Não há qualquer mudança em relação aos chamados adjuntos cervejeiros, que são as matérias-primas que substituem parcialmente o malte ou extrato de malte na elaboração da bebida. O seu emprego não poderá, em seu conjunto, ser superior a 45% em relação ao extrato primitivo. Este limite é definido pelo item 2.1.5. da Instrução Normativa n°54/2001, que continua em vigor”, diz a nota.

Para os amantes e produtores de cerveja, a nova redação do decreto, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, permite mais liberdade na fabricação da bebida alcoólica. Tiago Pezão, sócio da Cervejaria Criolina, explica que o decreto segue a tendência já vista em alguns países, como os Estados Unidos, mas vai contra o padrão adotado pela Bélgica e Alemanha, nações mais tradicionalistas em relação à cerveja.

Para ele, o decreto permite a fabricação de cervejas mais econômicas por grandes fábricas, enquanto os pequenos produtores ganham mais liberdade criativa. “Agora, os pequenos produtores terão mais liberdade criativa para fazerem bebidas mistas, que serão consideradas cervejas. Já era possível ter criatividade, mas agora ficou ainda mais livre”, analisa.

Fonte: Wildes de Brito

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