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Caminhoneiros autônomos adiam paralisação em Pernambuco

A paralisação dos caminhoneiros autônomos prevista para esta quarta-feira (4) em todo o Brasil foi confirmada para o meio-dia em Pernambuco pelo líder do movimento independente da categoria e a movimentação nas estradas do estado. Inicialmente, a categoria havia informado que haveria protesto por volta das 6h, mas adiou alegando maior diálogo interno entre os profissionais. 

Entre as reivindicações dos caminhoneiros, está o destravamento do Ciot (Código Identificador da Operação de Transporte) para todos, que regulamenta o pagamento do valor do frete referente à prestação dos serviços de transporte rodoviário de cargas. Além disso, o julgamento da constitucionalidade do piso mínimo de frete, que aconteceria nesta quarta-feira (4) e foi adiado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ainda sem data definida, também está entre os pleitos. 

Segundo Marconi França, líder de forma independente do movimento dos caminhoneiros autônomos no Recife, houve uma reunião na última segunda-feira (2) com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, mas que não se chegou a um acordo efetivo. "Tive uma conversa com ele, que se mostrou com boa vontade de nos ajudar, mas existem coisas acima dele. Ele falou que está trabalhando e prometeu que vai tirar do papel o sistema do Ciot para todos, mas que precisa de prazo. A gente respeitou todos os prazos que o governo nos pediu, agora não temos como mais. No dia 23 de julho o ministro prometeu que resolveria em 30 dias a implantação do Ciot, só que agora não temos mais prazo para dar", afirmou. 

Segundo ele, a paralisação que seria realizada nesta quarta-feira a partir das 6h em pontos como na frente das fábricas da Vitarella e da Coca-Cola, na BR-101, deve ser por volta das 12h. "Vamos ter uma nova conversa agora pela manhã, mas o ato deve ser por volta do meio-dia", ressaltou. 

Até o fechamento desta matéria, a reportagem tentou contato com o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas do Estado de Pernambuco (Sintracape), mas não teve retorno. Já a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que representa o interesse de cerca de 600 mil caminhoneiros autônomos de todo o Brasil, emitiu nota oficial nesta terça-feira e informou que está acompanhando de perto as discussões vigentes nos órgãos superiores e a movimentação da categoria a respeito do piso mínimo do frete. A entidade afirmou que, por ora, não vai se posicionar em relação à greve porque já está lidando com ônus judicial gerado pela paralisação de 2012, em São Paulo, e a paralisação nacional de 2018. Por fim, a Abcam ressaltou que não medirá esforços para garantir melhores condições de trabalho para a categoria, seja com a criação de novas políticas ou renovação das já existentes.

Confira a nota oficial da Abcam:

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) tem acompanhado de perto as discussões vigentes nos órgãos superiores e a movimentação da categoria a respeito da Tabela de Fretes. Reconhecemos e respeitamos a autonomia da categoria, é importante a discussão e temos trabalhado em busca de soluções viáveis a todos.

A Associação representa os interesses de, aproximadamente, 600 mil caminhoneiros autônomos em todo o país. Estamos empenhados em criar recursos práticos para a categoria, de forma que facilite o contato entre embarcadores e caminhoneiros, aumentando a oferta de fretes.

Por ora, não nos posicionaremos com relação a greve, pois ainda estamos lidando com o ônus judicial gerado pela paralisação de 2012, em São Paulo e a paralisação nacional de 2018. Não mediremos esforços para garantir melhores condições de trabalho para a categoria, seja com a criação de novas políticas ou renovação das já existentes.

Fonte: Diário de Pernambuco

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