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Estudante recifense nota mil na redação do Enem diz que sempre se deu melhor em exatas

Thiago Nakazone, 18 anos, buscou se aprimorar na escrita, acumulando conhecimentos de várias áreas. Para o futuro, jovem deseja cursar arquitetura.

Com 18 anos recém-completados, o recifense Thiago Mitsuo Nakazone diz que ficou surpreso quando soube que é um dos 53 candidatos do País a atingir mil pontos em redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. O estudante, que também tirou a nota máxima em produção textual na seleção da Universidade de Pernambuco (UPE) e deseja cursar arquitetura, na verdade, sempre se sentiu melhor com as ciências exatas. “Quando eu era mais novo, tinha dificuldade de escrever, mas fui me aprimorando”, conta.

A preparação, além de unir os conteúdos ensinados no colégio particular em que estudava, na Zona Sul do Recife, com o que aprendeu em cursos de reforço em português e redação, incluiu treino, leitura e a busca por manter-se atualizado. “Procuro sempre me informar, estar a par das situações. Conforme você vai se informando, acumula conhecimento. Na hora da prova, você tem que usar essa bagagem a seu favor para argumentar melhor”, considera o jovem.

Para a professora Fernanda Bérgamo, que acompanhou esse processo, o resultado não foi tão surpreendente. “É o que todo mundo espera quando há persistência, dedicação e disciplina. O que mais me encantou em Thiago é que ele nunca levava uma dúvida para casa, nunca deixou de entregar redação e sempre se comprometeu na redação seguinte de não repetir as falhas na redação anterior”, revela.

De acordo com ela, é essa disposição para treinar e construir uma bagagem de conhecimento, e não ser impecável na gramática, que garante a nota máxima. “Thiago assistia a filmes, gosta de música, e utilizava repertórios dessas áreas, junto com conhecimento de dados estatísticos, alusão histórica, filosofia. Ele é resultado dessa soma. Uma família maravilhosa, uma equipe de professores atenta e ter um menino extremamente dedicado e atencioso ao que é passado”, afirma. “Como você vai dar uma opinião se você não tem conhecimento do fato? Então, estar atento às notícias é fundamental para esse sucesso”.

O gosto pelo cinema, tema da redação, também ajudou. Ao refletir sobre a “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”, o estudante levou em conta questões como o movimento Cinema Marginal, distribuição desigual das salas de exibição pelo País e preço dos ingressos. “Na solução, uma das minhas propostas era que se dessem estímulos aos micro e pequenos empreendedores a abrir cinemas regionais para ampliar a concorrência”, lembra.

Para o futuro, o jovem, que acaba de entrar na vida adulta e espera aplicar o resultado no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) na próxima semana, deseja trabalhar com criação e readequação de espaços. “Por muito tempo, pensei em engenharia civil, mas depois eu vi que não era a parte da estrutura de uma construção em si, mas todos esses detalhes de planejamento do espaço que eu acho mais interessante”, pondera.

Fonte: Folha PE

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