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Verão de 2020 no Recife tende a ser o mais intenso dos últimos 15 anos

Temperatura máxima média subiu 0,6 ºC desde dezembro de 2004, segundo a Apac. Picos de calor também têm crescido.

Ao atingir um pico de 34,6 graus Celsius em 17 de janeiro - depois de alcançar 34 ºC dois dias antes -, o verão atual tende a ser o mais intenso dos últimos 15 anos. Dados da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) mostram que a temperatura máxima média no Recife aumentou 0,6 ºC, subindo, num crescimento contínuo, de 28,9 ºC em dezembro de 2004 para 29,5 ºC no último mês de 2019.

Os picos de temperatura no período mais quente do ano na Capital, que vai do fim da primavera ao início do outono, também têm crescido. De acordo com a Apac, na segunda metade da década de 2000, os pontos máximos isolados de cada ano variaram entre 32 e 33 graus em 2005 e 2006, passando dos 34 ºC em 2008, marca atingida em 2010. Já a partir de 2012, o pico de 34 ºC foi se tornando mais comum até chegar aos 35 ºC em março de 2019 [veja tabela abaixo].

O meteorologista Thiago do Vale, da Apac, diz que a previsão para fevereiro é de mais chuvas em relação a janeiro, amenizando um pouco o clima. No entanto, a perspectiva é que 2020 mantenha a tendência de crescimento na temperatura média, sendo mais quente que os anos anteriores. “Mesmo com o declínio em fevereiro, as temperaturas tendem a ser altas. Então, a tendência é que diminua um pouco, mas permanecendo na casa dos 31, 32 graus”, avalia.

O ano poderá marcar outro pico de calor na primavera. “Principalmente em novembro, quando temos menos acúmulos de chuva, a temperatura pode voltar aos 33 e 34 graus”, afirma Vale. Para ele, esse aumento nos últimos anos é reflexo do aquecimento geral do planeta, que registrou em 2019 o segundo ano mais quente da história, atrás apenas de 2016. “Quando a gente verifica um pico de 33 graus em um ou dois dias, analisa se há um sistema meteorológica atuando. Este ano vem constante, com ou sem eventos meteorológicos. A explicação mais plausível é que é efeito do que a Terra está passando”, argumenta.

Num município situado a apenas oito graus de latitude ao sul da Linha do Equador, onde a incidência de raios solares é maior, é impossível o calor passar despercebido. A doceira Ana Lúcia Lopes da Silva, 40 anos, conta que chega a tomar cinco banhos por dia nesta época do ano. “Este verão está pior que os outros anos, mais quente”, comenta. O garçom Cícero Almeida, 27, tem a mesma impressão. Ele trabalha perto da praia de Boa Viagem e diz que procura se proteger sempre. “A sensação térmica é de muito mais que 34 graus. Tem que ficar se refrescando e passando protetor solar a cada duas horas”, afirma.

Aumento da temperatura no Recife
Média da temperatura máxima cresceu 0,6 ºC em 15 anos
Dezembro de 2004: 28,9ºC
Dezembro de 2019: 29,5ºC

Picos de temperatura (por data e ano)
2005 (26 de janeiro): 33.4ºC
2006 (23 de fevereiro): 32.9ºC
2007 (13 de fevereiro): 33.6ºC
2008 (28 de fevereiro): 34.3ºC
2009 (5 de janeiro): 33.0ºC
2010 (7 de março): 34.0ºC
2011 (18 de março): 32.9ºC
2012 (20 de novembro): 34.5ºC
2013 (17 de abril): 34.1ºC
2014 (8 de abril): 33.6ºC
2015 (26 de novembro): 33.9ºC
2016 (6 de dezembro): 33.8ºC
2017 (8 de dezembro): 34.0ºC
2018 (4 de janeiro): 33.8ºC
2019 (21 de março): 35ºC
2020 (17 de janeiro): 34.6ºC

Fonte: Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac)
Postado na folha PE

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