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Exercícios físicos durante a quarentena reduzem estresse e reforçam imunidade

A Folha de Pernambuco conversou com especialistas, que deram dicas de como manter uma rotina de atividades durante o isolamento

Passar muito tempo em casa parado pode ser tedioso e gerar um estresse, sobretudo em meio a uma pandemia, quando a recomendação é permanecer dentro de casa. O ócio pode causar irritabilidade, ansiedade e até um certo nervosismo.

Essas sensações, quando prolongadas, fazem nosso corpo reagir liberando o cortisol - substância produzida pelas glândulas suprarrenais e popularmente conhecida como “hormônio do estresse” -, um inimigo do sistema imunológico. Dentre as possibilidades de se aliviar o estresse, umas das mais conhecidas e divulgadas é a prática de exercícios físicos.

Manter o corpo e a mente ativos, sobretudo neste período de isolamento, é um fator imprescindível para o aumento da imunidade, conforme explica o bacharel em Educação Física Gabriel Soares. “A atividade física regular estimula a produção de células do sistema imunológico responsáveis por combater células tumorais e infecções causadas por vírus, como a Covid-19”, conta.

A atividade física atua no combate ao estresse, à ansiedade e à insônia, fatores que também podem desencadear imunossupressão, que é a redução da atividade ou eficiência do sistema imunológico.

Mas com as academias e parques públicos fechados, como manter uma rotina de exercícios? Para não permitir que alguns alunos percam o ritmo de atividades, uma rede de academias do Recife tem traçado estratégias. Cleyton Silva, coordenador geral de ginástica, esclarece que tudo tem sido pensado para contemplar o treinamento e o acompanhamento. “De início, gravamos videoaulas do pilates ao abdominal, para quem gosta de lutar e correr, com exercícios para os idosos fazerem em casa, justamente para agregar os diferentes tipos de aluno que temos”, explica.

“Preparamos também sequências de exercícios voltadas a atingir os objetivos mais comuns dos nossos alunos: emagrecimento (queimar gordura) e hipertrofia (desenvolver maior volume muscular e força), sempre pensando na segurança e na fácil execução do aluno em casa”, finaliza Cleyton.

De acordo com Gabriel, a casa pode ser, sim, aproveitada para realizar as atividades. “Os ambientes da casa podem servir perfeitamente para a prática de exercícios, mas é importante dar preferência a estruturas estáveis, como sofás e poltronas, além de ter cuidado com os instrumentos que serão utilizados para que não ocorram acidentes e evitar utilizar locais escorregadios”, alerta Gabriel. O profissional lembra também que o aluno pode improvisar com o que tem em casa para substituir alguns equipamentos das academias.

Para quem está querendo iniciar uma rotina nesse período de isolamento, Gabriel Soares conta que não tem mistério. “Para os iniciantes é importante respeitar seus limites, adaptar às necessidades individuais e transformar a prática de atividade física uma rotina”, explica. “É importante progredir gradualmente em relação ao tempo de atividade física diária e semanal, aos exercícios e à intensidade”, complementa.

Um outro método bastante eficaz de se exercitar é através da dança. “A dança é uma prática para qualquer momento e se encaixa perfeitamente bem nesse período da quarentena”, explica a bailarina e profissional de Educação Física Thâmara Lima. Segundo ela, com 30 a 40 minutos de dança já é possível ver um resultado. A dança, além de divertida, é bastante acessível.

Além de dançarina, Thâmara também é digital influencer. Diariamente, ela posta em seu perfil no Instagram (@tlimaa) uma série de vídeos com dicas, entre elas o “desafio diário”. “A proposta dos desafios é alcançar tanto as pessoas que já são acostumadas a praticar atividades físicas como também as que nunca tiveram contato.

Alguns exercícios exigem mais esforço do que outros”, conta. “Sempre explico nos vídeos quais são as atividades que exigem mais esforço. Sempre alerto para que as pessoas respeitem o limite do corpo e entendam que a evolução é gradual”.

Fonte: Folha PE

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