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Manual para um isolamento eficaz

Contraiu Covid-19 e reside em uma casa pequena? Saiba como realizar um distanciamento social seguro para minimizar riscos de infectar outros moradores da residência

Neste período de pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, diversos estudos apontam que permanecer em casa é a melhor maneira de evitar a contaminação e a disseminação do vírus. Aliás, ficar em casa é a principal orientação das autoridades de saúde e de gestores estaduais e municipais, como é o caso de Pernambuco, que decretou a quarentena na capital Recife e em mais quatro cidades: Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e São Lourenço da Mata. Ainda assim, é preciso tomar alguns cuidados para fazer um isolamento social adequado e sem riscos.

Pensando na população mais carente, o Fórum de Mulheres de Pernambuco (FMPE) lançou o Manual Prático para Distanciamento Social e Isolamento Doméstico em casas pequenas, que visa auxiliar, sobretudo, diversas famílias que dividem a residência com tamanho reduzido entre várias pessoas. De acordo com Bárbara Pereira, que é militante feminista do FMPE, não adianta fazer o isolamento de forma irresponsável. “Como o vírus tem uma alta transmissibilidade, o mínimo contato entre pessoas que estão desprotegidas já é suficiente para contaminar alguém. Em casas pequenas, por exemplo, se não houver o devido cuidado, basta apenas uma pessoa contaminada para que todo o restante fique doente”, afirmou. “O manual começa apresentando o vírus e alertando sobre as formas de transmissão. Na sequência, ele mostra maneiras de realizar um isolamento adequado, com dicas destinadas a quem mora em casas pequenas, principalmente”, disse Bárbara.

Moradora do bairro do Arruda, uma aposentada de 76 anos, que preferiu não se identificar, precisou lidar com a situação nova e difícil. A filha dela, de 42, testou positivo para a Covid-19, e todos os moradores da casa - seis, no total - precisaram se adaptar à nova rotina de limpeza, restrições e cuidados. “Antes disso tudo, a casa não parecia pequena. Seis cômodos, sendo três quartos, eram suficientes. Mas quando minha filha ficou doente, ela precisou ficar dentro de um único quarto. Nem ela podia sair dele, nem a gente podia entrar lá. Era como se aquele cômodo não fosse mais nossa casa”, descreveu.

 Todos os dias, a filha doente acordava mais cedo para comer antes de todos e deixar tudo limpo para os demais. “Prontamente separamos os talheres que só ela usaria, além dos copos e pratos”, disse. “Sempre que ela precisava sair para ir ao banheiro, por exemplo, usava máscara. Ela também andava com água sanitária e um pano limpo para fazer a limpeza do local após o uso”, complementou. Apesar das dificuldades, mais ninguém da casa ficou doente, mas a família segue com a rigidez nos hábitos de limpeza que foram adquiridos após a experiência.

Segundo o chefe do setor de Infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, Filipe Prohaska, o procedimento adotado pela família da aposentada foi o indicado. “No caso de ter uma pessoa contaminada em casa, o ideal é que ela fique, se possível, isolada em um cômodo. Também deve realizar as refeições em um horário diferenciado e sempre higienizar com álcool os locais por onde passou, como a mesa em que comeu, por exemplo”, alertou.

O profissional lembra ainda que a higienização dos ambientes pode ser feita com água e sabão, álcool ou água sanitária. Além disso, recomenda que as roupas sejam colocadas para lavar imediatamente após o uso, caso a pessoa tenha saído de casa. “Se for necessário, é indicado colocar as roupas em um saco plástico assim que chegar. No caso de calças jeans, que costumamos usar mais de uma vez, podemos deixá-la separada em um caso e só retirar quando formos usar novamente”, destacou.

Fonte: Folha PE

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