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"O que mais querem é uma escorregada minha", diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou no final da tarde desta sexta-feira (15/05) que não pode ir além do que tem feito em relação a reabertura de comércios. Um apoiador que o aguardava na entrada do Palácio da Alvorada o cobrou sobre a volta das atividades comerciais. “Precisamos trabalhar, presidente”. O chefe do Executivo então respondeu que está fazendo o que está dentro dos limites e que “o que mais querem é uma escorregada dele”. No entanto, Bolsonaro não esclareceu a quem se referia. Ele disse ainda que vai chegar um momento em que “o povo vai se cansar” das medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos no combate ao novo coronavírus.

“A lei me deu o direito de escolher as atividades essenciais. O resto, que não é essencial é a cargo de governadores e prefeitos segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), ok. Estou fazendo o que posso no meu limite. O que mais querem é uma escorregada minha. Desde o começo eu falo que o povo tem que trabalhar, lamento as mortes, tenho falado isso. T enho meu limite, mas vai chegar o momento em que o povo vai se cansar.  Tenho certeza disso”.

Uma outra apoiadora criticou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara. Segundo ela, em Recife, Câmara ‘mandou a polícia em massa prender todo mundo que estava em carreata depois das 15hrs da tarde’.

Bolsonaro então aproveitou para dar uma alfinetada no PT e disparou: “Tenho conhecimento de tudo isso daí. Agora imagina se o presidente fosse alguém do PT. Já tinha parado o Brasil já”.

O chefe do Executivo não falou com a imprensa. “Quando vocês pararem de fazer fofoca, eu falo com vocês”, apontou.

Um dos assuntos que se esperava que Bolsonaro comentasse era sobre a demissão do ministro da Saúde, Nelson Teich e o eventual substituto para a pasta. Teich entregou sua exoneração ao ser emparedado por Bolsonaro que exigiu que o Ministério da Saúde elaborasse um novo protocolo permitindo que a cloroquina seja utilizada no tratamento a pacientes diagnosticados com covid-19 assim que eles demonstrarem os primeiros sintomas da doença. Bolsonaro esperava que Teich se manifestasse hoje a favor da medida. No entanto, o presidente foi surpreendido com o pedido de demissão.

Fonte: Msn.com

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