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Usar fone de ouvido da forma correta faz toda a diferença


Utilização do equipamento requer atenção a dicas básicas para não se tornar um vilão da saúde

Nos últimos tempos, tem crescido o debate em torno dos cuidados com a audição, sobretudo após a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluir, no ano passado, o combate à perda auditiva como uma das cinco prioridades para o século 21. É que cada vez mais pesquisas científicas apontam que o número de pessoas que pode ficar sem ouvir deve alcançar e até ultrapassar a marca do bilhão.

Em tempos de quarentena e isolamento social, o trabalho remoto e as aulas à distância ganharam espaço. Com eles, as reuniões por videoconferência foram intensificadas, assim como o consumo de filmes, vídeos e músicas. Em todas essas atividades, as pessoas podem recorrer aos fones de ouvido para não sofrer interferências de ruídos externos. Mas é preciso estar atento aos danos que o uso indevido pode acarretar para a saúde auditiva.

De acordo com o otorrinolaringologista e cirurgião craniomaxilofacial Corintho Viana, o principal cuidado com o uso do fone não está no tipo do produto, mas no volume que o usuário escuta. “O fone ideal é o fone confortável”, destaca. “Você pode usar qualquer um dos dois modelos (intra-auricular ou tipo concha), mas o mais importante é ter atenção ao volume”, pontua. No entanto, o especialista alerta que, como algumas pessoas têm sensibilidade maior na região do ouvido - a exemplo da otite externa -, os fones intra auriculares, nesses casos específicos, podem provocar lesões. “Além da otite, é interessante ter cuidado com os fones intra-auriculares, porque a forma incorreta de inserir no ouvido pode ferir, facilitando para uma possível infecção”, evidencia.

Matheus Santos, estudante de Jornalismo, tem tido aulas e reuniões no estágio constantemente, mas não gosta de usar fones de ouvido. Quando é necessário, ele utiliza modelos diferentes, a depender da situação. “Quando estou só em casa, prefiro não usar fone. Tanto o fone intra-auricular como o que passa por toda a cabeça doem se uso por muito tempo”, revela. “Quando preciso ouvir algo no fone, normalmente uso o intra-auricular. Mas quando o barulho externo é muito grande e eu não consigo me concentrar, opto por usar os headphones, que isolam melhor o que estou ouvindo”, explica. 

O estudante de História Gabriel Castro também tem realizado reuniões do trabalho por videochamada. Mesmo não usando o fone com frequência, Gabriel relata que sente dores. “O incômodo acontece quando termino de usar e tiro os fones. Normalmente passa uns minutos doendo até voltar ao normal”, conta.

Para o otorrinolaringologista Alberto Monteiro, do Hospital Jayme da Fonte, os problemas mais comuns são a redução ou perda da audição. Segundo ele, é possível identificar um problema em si ou no outro em situações do dia a dia. “Quando uma pessoa assiste à TV com volume muito alto; quando alguém fala com você, mas você, mesmo escutando, não consegue entender; ou até mesmo crianças, quando apresentam algum atraso no desenvolvimento da linguagem e na aprendizagem, é comum realizar exames para saber se há algum problema auditivo”, esclarece. 

O especialista diz ainda que a melhor maneira de se prevenir de problemas auditivos é evitando volumes altos. “É muito importante evitar a exposição a volumes altos, tanto de forma abrupta - como explosões, tiros e fogos, pois pode causar traumas acústicos -, como também a volumes altos repetidamente, como ao ouvir músicas e sons em volume muito elevado, pois pode levar a uma perda irreversível da audição”, pontua Monteiro.

Para o uso dos fones de ouvido, Alberto lembra que não é recomendado compartilhar os aparelhos e que, caso haja a necessidade de compartilhamento, é importante fazer uma higienização com álcool ou até mesmo o álcool em gel. “Também é importante mencionar que o uso prolongado pode provocar dores de ouvido e  infecções por mal uso”, finaliza.

Fonte: Folha PE

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