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Nova rotina impõe mais atenção à saúde dos rins

Período de isolamento social exige cuidados redobrados com órgão, sobretudo por parte do público feminino

Durante o isolamento social, provocado pela pandemia da Covid-19, a rotina de muitas pessoas foi alterada. Além do sono e da alimentação, a quantidade de água necessária a ser ingerida diariamente também fugiu do controle de muitos. E no inverno, com as baixas temperaturas, o consumo do líquido diminuiu ainda mais, o que aumenta o índice de infecções urinárias e problemas renais. Beber água é fundamental para evitar esse tipo de problema, mas também há outras dicas fundamentais.

Apesar de acometer homens e mulheres, o sexo feminino tem até 50 vezes mais chances de ter a doença do que o masculino, conforme o Ministério da Saúde. De acordo com a uroginecologista Anitcia Bueno, isso é influenciado por questões anatômicas. “Nos homens, a uretra tem de 15 a 20 cm, já nas mulheres ela é mais curta, com uma extensão de 3 a 5cm, além de ficar muito perto da vagina e do ânus, o que facilita a migração das bactérias”, detalhou. 

Anitcia explica ainda que as infecções são causadas pela presença de algum patógeno - agente infeccioso - nas vias urinárias. “Normalmente, o tratamento é simples e feito com antibiótico, mas é preciso passar por uma avaliação médica”, alerta. É que, segundo a uroginecologista, algumas pessoas realizam a automedicação, o que é perigoso, pois pode apenas fortalecer a bactéria. 

“Nos primeiros sinais dos sintomas mais conhecidos, como o ardor ao urinar, por exemplo, algumas pessoas tomam algum antibiótico por conta própria. Sem prescrição médica, podem errar na dosagem e no tempo de continuidade do tratamento. No início, isso pode abrandar os efeitos causados pela inflamação, mas não curá-la. E quando essa infecção retornar, ela voltará mais resistente, exigindo um tratamento mais forte” disse. Além do ardor, clinicamente conhecido como disúria, as infecções urinárias apresentam outros sintomas, como polaciúria, que é o aumento da frequência urinária; dor pélvica; e a urgência miccional noturna, que é o aumento da frequência de urinar a noite.

É importante tratar a infecção urinária ainda no início pois ela pode infeccionar os rins. E dos rins, pode espalhar para o sangue. “Quando chega no sangue é preocupante porque pode causar uma infecção generalizada”, pontuou. Mas, além de tratar, é imprescindível estar atento à prevenção. “No geral, beber bastante água e fazer muito xixi, porque isso mantém a uretra limpa. Ter uma rotina de alimentação balanceada e realizar exercícios físicos são dicas essenciais para uma qualidade de vida de um modo geral”, complementou Anitcia.

Mas, especificamente para as mulheres, alguns hábitos no dia a dia são fundamentais, como manter uma boa higiene, ter cuidados após uma relação sexual, evitar uso de cosméticos com cheiro e também uso frequente do protetor diário, pois abafam a vagina e mudam o pH, tornando o ambiente propício para infecções”, explica a uroginecologista. As mulheres também devem reforçar a atenção em três fases da vida: na gestação, quando há uma tendência de baixar a imunidade; na menopausa, por questões hormonais; e no período de atividade sexual, por conta do contato direto do canal vaginal com parceiros.

Fonte: Folha PE

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