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Banhistas desrespeitam normas sanitárias nas praias do Grande Recife

Em Olinda, Recife e Jaboatão dos Gurarapes, na Região Metropolitana, o cenário era de pessoas sem máscaras e ignorando o distanciamento social


Praias lotadas e desrespeito às normas sanitárias. Este foi o cenário do primeiro domingo após o Governo do Estado liberar a retomada do comércio e da presença dos barraqueiros no litoral pernambucano. Em Olinda, Recife e Jaboatão dos Gurarapes, na Região Metropolitana, o cenário era o mesmo. Inúmeras pessoas sem máscara fora da água e ignorando a recomendação de manter o distanciamento social. A impressão era que o coronavírus nunca existiu ou que não estamos passando por uma pandemia, que já deixa um saldo de mais de 131 mil infectados e quase 8 mil mortes somente em Pernambuco.


Apesar de alguns banhistas insistirem em ignorar as recomendações das autoridades, o fim de semana tem sido de alívio para muitos barraqueiros, que puderam retomar as atividades após cerca de seis meses sem poder comercializar na praia. Rosélia de Oliveira, 40, conta que chegou em Bairro Novo às 7h para organizar o espaço e esperar os clientes. "Estava vivendo de doações. Fico feliz em poder retomar as atividades", conta a comerciante, que é conhecida como Verão da Praia. Há aproximadamente oito anos, Roselaine Souza, 35, trabalha com o pai na orla de Olinda. "A gente estava contando os dias para poder estar aqui novamente. Precisamos disso para viver", disse.


Quem também passou por dificuldades foi Diego Azevedo, barraqueiro da praia de Piedade, em Jaboatão. "Recorri aos aplicativos de delivery para ganhar algo e sobreviver durante a pandemia", afirma. Caso e pai de um filho de cinco anos, ele conta que está animado em poder voltar a trabalhar na praia. Para ganhar a confiança dos clientes e garantir a segurança de todos procura seguir as recomendações sanitárias. "Algumas pessoas ainda chegam um pouco desconfiadas. Mas sempre que algum cliente vai embora faço a limpeza das mesas e cadeiras com álcool. Estou sempre com máscara e também higienizando sempre as mãos. É importante cada um fazer a sua parte", fala.

No local onde Diego atua as mesas estavam distantes umas das outras, mas em outros trechos da orla de Jaboatão a situação era diferente. Moradores do bairro de Prazeres, o casal Rosania Maria da Silva, 49, e Rallf Sampaio, 34, contam que pela primeira vez resolveram ir à praia desde o início da pandemia. Usando máscaras e com álcool em gel na bolsa, eles contam que tomam todos os cuidados quando saem de casa. "As pessoas precisam saber que o vírus continua circulando. Temos que ficar atentos e não podemos nos descuidar", afirma Rosania, que elogiou o atendimento recebido por Diego.


Em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, a movimentação na praia era semelhante a qualquer feriadão. O distanciamento entre barracas foi desrespeitado por alguns comerciantes nas  proximidades da Pracinha e do Acaiaca. Também era possível ver pessoas circulando sem máscara. Os professores Douglas Galdino, 28, e Jane Lúcia Lopes, 50, faziam parte de uma minoria que estavam seguindo as normas. Ambos usavam máscara enquanto estavam fora da água. Moradores de Caruaru, no Agreste, aproveitaram o feriadão para ir à praia. No entanto, eles contam que ficaram espantados com a quantidade de gente sem máscara.


Jane Lúcia conta que uma prima dela, moradora do Recife, chegou a ir a praia neste domingo com os dois filhos e o marido, mas ao se depararem com a aglomeração resolveram voltar para casa. "É uma falta de respeito e de senso coletivo da parte de quem insiste em ignorar que ainda estamos passando por uma pandemia e não seguem as orientações das autoridades", disse a professora. Para Douglas é preciso investir mais em campanhas de conscientização. "Infelizmente, não existe uma unidade no discurso dos governantes e muita gente ainda fica perdida, sem saber o que fazer. É preciso orientar melhor as pessoas", comenta Douglas.


O comércio de praia está liberado em todo o litoral de Pernambuco desde o dia 31 de agosto. A retomada do segmento faz parte da etapa 8 do Plano de Convivência com a Covid-19 na Região Metropolitana e na Zona da Mata. As prefeituras são responsáveis pela regulamentação das atividades nas praias. As atividades devem seguir protocolos que seguem três pilares essenciais, de distanciamento social, higiene e comunicação, para que o contágio do novo coronavírus não aumente em Pernambuco. 


Respostas


Em nota, a Prefeitura de Olinda informou que montou um esquema de orientação e fiscalização na orla da cidade para o feriadão de 7 de setembro. No sábado (5), domingo (6) e segunda-feira (7), equipes da Vigilância Sanitária de Olinda, Controle Urbano, Guarda Municipal e Polícia Militar estarão na praia trabalhando para cumprimento das determinações do Plano de Convivência do Governo do Estado. A operação integrada conta com mais de 20 servidores que percorrem os 9km da orla. O horário de atuação deles vai das 8h às 14h. Já a Prefeitura de Jaboatão informou que vem realizando ações de conscientização junto aos banhistas e comerciantes da orla sobre a importância do uso da máscara quando estiver fora d’água e de outras normas sanitárias.


A Prefeitura do Recife informou que realiza, desde a última segunda-feira (31), uma operação diária para conscientizar os barraqueiros e ambulantes para a importância de cumprir o protocolo estabelecido pelo Governo do Estado para a convivência com a covid-19. Diariamente, cerca de 120 profissionais da Dircon, PMPE, Guarda Civil Municipal do Recife, Brigada Ambiental, Vigilância Sanitária e Procon Recife percorrem os 8 km da orla de Boa Viagem para vistoriar se normas como o distanciamento entre guarda-sois, a ocupação máxima de 10 pessoas por grupo e o uso de máscara pelos vendedores estavam sendo cumpridas. Além disso, a PCR preparou uma campanha educativa para orientar os recifenses sobre a liberação das praias para o lazer.


Fonte: Folha PE

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