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Vacina da Pfizer chega em março no Brasil, diz presidente da companhia

A vacina contra a covid-19 da farmacêutica Pfizer, primeira a confirmar a eficácia de 90% após conclusão dos testes de fase 3, tem previsão para chegar no Brasil até março de 2021, afirmou o presidente da companhia no país, Carlos Murillo, durante simpósio on-line promovido pela Academia Nacional de Medicina, nesta quinta-feira (12/11). Apesar de ser testada no Brasil, não há acordo fechado com a empresa para incorporar a candidata no Programa Nacional de Imunização (PNI).


“Ainda estamos trabalhando fortemente com o governo brasileiro para tentar acelerar a disponibilidade (da vacina) o mais rápido possível. Tenho esperança de que no primeiro trimestre do próximo ano poderíamos estar contando com essa vacina disponível no Brasil”, disse Murillo.

Ainda que haja acordo com o governo brasileiro para disponibilização da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS), contudo, não há expectativa de transferência de tecnologia para que a produção seja feita em território nacional. Isso porque, segundo Murillo, a Pfizer, que trabalha em conjunto com a farmacêutica alemã Biontech, optou por concentrar a produção nas sedes durante a pandemia. “Passada a pandemia, a Pfizer vai avaliar e ver opções que permitam fazer a transferência de tecnologia”.


O Brasil, no entanto, serviu de local de testes da candidata, e, desde julho, foram submetidos ao estudo 3 mil brasileiros, de um total de 44 mil voluntários em todo o mundo.


Mesmo com o anúncio de que a vacina é eficaz, a Pfizer ainda não entrou com a documentação para iniciar o registro da produção no país. “Apesar das notícias promissoras divulgadas por laboratórios farmacêuticos em busca de uma imunização eficiente contra a covid-19, não existe, até o momento, dados submetidos à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a avaliação da eficácia e segurança destes produtos”, afirmou a agência. Segundo Murillo, a partir da conclusão dos testes de fase 3, ainda este mês, todos os documentos serão encaminhados para a Anvisa.


A farmacêutica espera obter o registro da iniciativa em dezembro deste ano, permitindo o início da imunização nos Estados Unidos ainda em 2020. Só os EUA já adquiriram 100 milhões de doses. A União Europeia receberá mais 200 milhões. Japão, Reino Unido e Canadá também entraram no acordo. Para o mundo, 50 milhões de doses estarão disponíveis já neste ano e o total para 2021 chega a 1,3 bilhão de doses.


Investimento

O preço da vacina não foi anunciado no simpósio. O que se sabe é que o consórcio pretende trabalhar com três faixas de preço: um para países desenvolvidos, outro, para países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil; e, por fim, um valor para as nações mais pobres. Por enquanto, a Pfizer afirma ter gasto 2 bilhões de dólares de recursos próprios no desenvolvimento.


Armazenamento

Para além da aquisição das doses, é necessário investir no armazenamento. Para conservar as doses, é necessário que o material permaneça armazenado em locais com temperaturas extremamente baixas, de -70°C.


A opção trabalhada para possibilitar a logística é o uso de gelo seco, capaz de manter as substâncias nas temperaturas adequadas por até 15 dias. Para isso, a Pfizer acelera tratativas com parceiros que desenvolvam embalagens especiais. “Não é um tema simples e tampouco resolve a logística, mas muda muito o esquema de pensar que um país precisaria, para cada centro de vacinação, ter um ultrafreezer”, afirma Murillo. A ideia é negociar a embalagem junto às doses. Depois da retirada dessa caixa, a vacina pode ficar em um refrigerador comum por até cinco dias.


Fonte: Diário de Pernambuco

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