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Domingo de negligência no uso de máscara e aglomeração em parque e praia do Recife

Quatro dias depois da secretaria de Saúde de Pernambuco anunciar que as praias e parques do estado poderão voltar a ter acesso proibido caso não haja sucesso na intensificação das medidas de fiscalização, espaços públicos na Zona Sul e Norte do Recife voltaram a registrar aglomerações e negligência no uso de máscaras. Na manhã deste domingo (10), a equipe do Diario acompanhou a movimentação na Praia do Pina e no Parque da Jaqueira. Os dois locais registram fluxo intenso de pessoas. Na praia, foram identificados vários pontos de aglomeração no mar, nas barracas e na faixa de areia. Na Jaqueira, muitas pessoas flagradas fazendo exercícios físicos sem respeitar o distanciamento adequado e sem portar equipamentos de proteção contra a Covid-19.

A possibilidade do fechamento das praias preocupa os ambulantes Edilma de Souza, 38 anos, e Wagner Manoel da Silva, 37, que mantêm uma carroça de espetinhos na Praia do Pina, na Zona Sul do Recife. "Se fechar, vai nos prejudicar, que somos pais de família e dependemos do comércio da praia. E muitos ambulantes como nós", lamenta Edilma. "Nós fazemos a nossa parte, estamos sempre de máscara, não tiramos de jeito nenhum. Oferecemos álcool para todos os clientes, mas nesse tempo todo, desde que as praias reabriram, só duas pessoas pediram, acredita?", conta Wagner.


Como medida de proteção, os ambulantes optam por levar os espetinhos até os clientes para que os mesmos não fiquem esperando em frente à carroça, propiciando aglomeração. "O cliente vem aqui comprar sem máscara, a gente pede para colocar, mas poucos fazem isso. Se você olhar, vai ver que ninguém usa máscara aqui na Praia, seja nas barracas, caminhando, ninguém usa", afirma Edilma.


No calçadão, a maioria dos recifenses desrespeitaram as regras de prevenção à Covid-19, como o distanciamento social e o uso de máscaras, e o fluxo era maior do que o registrado nos primeiros meses após a liberação das praias. Em toda extensão da faixa de areia, o cenário era de negligência com o uso da peça. O distanciamento é respeitado em algumas barracas, mas o cuidado não é registrado em todas. A comerciante Flávia Oliveira estava acompanhada do marido e da filha de 4 anos, se bronzeando na faixa de areia. “A praia é o meu descanso, sempre me protejo, no ônibus, na rua, no trabalho, mas quando venho pra cá não tem como ficar de máscara”, diz Flávia, confessando o medo de deixar a marca da máscara no rosto.


Os estudantes de psicologia Robson Rodrigo, 21 anos, e Joyce Ribeiro, 23, aproveitaram a manhã para correr e pedalar no Parque da Jaqueira, na Zona Norte do Recife, que já registrava intensa movimentação por volta das 10h. "Eu costumo vir aqui no parque pelo menos duas vezes na semana para me exercitar", conta Rodrigo. De acordo com o estudante, nas últimas semanas houve um aumento no número de frequentadores. "Eu corria aqui tranquilo e agora preciso correr desviando das pessoas. Eu tou achando que tem mais gente agora do que antes da pandemia", destaca.


Joyce lamenta, entretanto, que as pessoas não estejam se preocupando com o vírus como devem. "As medidas de distanciamento estão sendo negligenciadas, entendo que haja um cansaço coletivo, mas todo mundo tem que fazer a sua parte para que o isolamento não volte. Vai ser ruim pra todo mundo se o parque fechar porque nós temos a necessidade de ter esse momento de ficar ao ar livre", explica.


Os estudantes relataram que, em 30 minutos observando a entrada do Parque, várias pessoas entraram sem máscaras e muitas chegaram a reclamar quando os seguranças orientavam para que elas fizessem o uso do equipamento de proteção. Sempre protegida com máscara, Joyce conta que entende o desafio de se exercitar com a peça, mas só retira do rosto se assegurando do distanciamento adequado. "Quando estou correndo e me sinto sufocada, eu paro, me distancio, tiro a máscara e respiro um pouco até recuperar o fôlego. Depois coloco e sigo normalmente. Tem que ser assim", pontua.


Com o intuito de reduzir a curva de contágio e internações por Covid-19 em Pernambuco, na última semana a secretaria de Saúde reduziu a capacidade de público de eventos que ainda estão liberados para acontecer no estado, como casamentos, aniversários e formaturas, de 300 para 150 participantes. Shows e festas continuarão proibidos pelo menos até o fim de janeiro, seja em restaurantes, bares, hotéis ou ao ar livre, com ou sem cobrança de ingressos.


Fonte: Diário de Pernambuco

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