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Pandemia acarreta em R$ 14 bilhões de perdas em impostos federais no Nordeste

Arrecadação com tributos caiu 10,27% no ano passado na região, segundo levantamento da Lumi Consult e Insight Soluções


Além dos impactos sanitários causados pela pandemia da Covid-19, impactos econômicos também foram bastante sentidos pela economia. Na região Nordeste, ao longo de 2020 a atividade econômica reduziu em 10,27% a arrecadação de tributos federais, e com base em um levantamento da Plataforma de Inteligência Setorial da Lumi Consult e Insight Soluções, a perda de receita para os cofres da União, oriunda da desaceleração do ambiente de negócios nos nove estados nordestinos, foi de R$ 14,7 bilhões no ano passado. 

No ano passado a região arrecadou cerca de R$ 128 bilhões em contribuições e tributos federais, contra os R$ 143 bilhões arrecadados em 2019. Na conta, estão incluídas contribuições como CIDE, PIS/Cofins, CSLL, IOF, IPI, II e Imposto de Renda (IRPF e IRPJ). Já no Brasil, segundo a Receita Federal, a arrecadação foi de R$ 1,48 trilhão. 


Já no ranking dos estados brasileiros que mais contribuíram, Pernambuco ocupa a nona colocação, gerando uma arrecadação de R$ 27,76 bilhões em impostos federais. O valor representa uma queda de 10% ao que foi arrecadado no ano anterior, R$ 30,8 bilhões. 


À frente de Pernambuco, aparece o estado da Bahia, com R$ 33,2 bilhões (-12,2%), ante R$ 37,8 bilhões em 2019. O Ceará foi o estado nordestino menos impactado, em relação ao ano de 2019, registrando arrecadação de R$ 24,5 bilhões em 2020 (-1,17%), contra R$ 24,8 bilhões no ano anterior.


Segundo o auditor de contas e associado da Lumi Consult para a área financeira Lúcio Genu, o motivo da queda de arrecadação se deu pelo desaquecimento dos setores produtivos em consequência do isolamento social rígido do primeiro semestre. “Era algo esperado, e se olharmos a curva mensal, a arrecadação atingiu seu ponto mínimo no meio de maio, sentindo efeitos dos primeiros meses da pandemia, se recuperando em setembro, quando a atividade econômica voltou. O Brasil sentiu um pouco mais, comparado o total da arrecadação, não chegou ao percentual que encontramos no Nordeste, mas houve um impacto considerável”, disse. 


O auditor conta que para retomar a níveis mais favoráveis de arrecadação, a vacina contra a Covid-19 não é o suficiente para a economia. “É importante a vacina, mas tem que ter medidas econômicas, precisamos tomar atitudes para voltar a crescer. Se o cenário se manter, o orçamento volta a ter capacidade de investimento que tinha anteriormente. Não precisa recuperar o que deixou de arrecadar, e sim retomar os níveis de arrecadação e ter projetos que permitam, sem onerar do setor privado, sem aumentar carga, gerar desenvolvimento para recuperar a capacidade de arrecadação”, destacou. 


Impacto

Figurando entre os 30 países com a maior carga tributária do mundo, o Brasil é um país que pouco retorna os valores arrecadados para a sociedade, segundo um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). 


Para pagamento dos impostos, o brasileiro passa em média, cerca de 151 dias do ano trabalhando, pagando os tributos dos níveis municipal, estadual e federal. Somente em 2021, já foram arrecadados mais de R$ 243 bilhões em impostos no Brasil, o que daria. 


“É preciso diminuir, a pessoa não tem como crescer, segurança de planejar algo, você não tem como planejar. Precisamos de um projeto de desenvolvimento econômico viável, com empresas e pessoas contribuindo de forma menos sacrificada, simplificação tributária, desburocratizar a máquina”, disse Lúcio Genu. 


Fonte: Folha PE

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